Estudantes do IFSC de Canoinhas criam projeto interativo para combater a desinformação

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Projeto Ângulo ensina a identificar notícias falsas, avaliar fontes e diferenciar fatos de opiniões, além de auxiliar na preparação para a redação do Enem.

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Estudantes do terceiro ano do curso técnico integrado em Alimentos do Câmpus Canoinhas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) desenvolveram o Projeto Ângulo, uma iniciativa digital interativa voltada à alfabetização midiática e ao combate à desinformação.

Criado na plataforma Genially, o protótipo reúne textos curtos, dados, diferentes pontos de vista, referências socioculturais, alertas sobre conteúdos enganosos, perguntas para debate e atividades de planejamento da escrita. A proposta é ajudar os estudantes a analisar criticamente as informações que circulam nas redes sociais, nos aplicativos de mensagens e nos vídeos publicados na internet.

Desafio estimula a checagem de informações

Uma das atividades mais interativas do projeto funciona como um desafio de checagem. Nela, o leitor precisa classificar afirmações como verdadeiras, falsas ou como situações em que falta contexto.

A dinâmica busca demonstrar que nem toda informação pode ser resumida a uma resposta de certo ou errado. Um dado pode ser verdadeiro, mas estar incompleto ou ser apresentado sem informações essenciais para sua compreensão.

Segundo o professor de português Ricardo de Campos, o objetivo vai além de acertar as respostas. O exercício incentiva os estudantes a investigar a origem das informações, verificar as evidências que as sustentam e consultar outras fontes antes de formar uma conclusão.

Projeto também auxilia na preparação para o Enem

Além de desenvolver o pensamento crítico, o Projeto Ângulo aproxima a leitura e a análise de informações da produção de textos argumentativos e da preparação para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em vez de receber diretamente uma proposta de redação e começar a escrever, o estudante tem contato prévio com informações, dados e perspectivas diferentes. Em seguida, participa de debates e organiza a tese, os argumentos, os repertórios socioculturais e os possíveis contrapontos antes de produzir o texto.

“Esse processo está ligado à alfabetização midiática, que pode ser entendida como a capacidade de acessar, analisar e avaliar informações de forma crítica e responsável”, explica o professor Ricardo de Campos. Segundo ele, trabalhar o tema na escola é importante porque os jovens convivem diariamente com conteúdos que nem sempre são confiáveis, completos ou bem contextualizados.

Os próprios estudantes também participaram do desenvolvimento da ferramenta, contribuindo para a escolha dos temas, testando a navegação e avaliando a clareza dos conteúdos.

Com a iniciativa, o projeto busca fortalecer a capacidade dos alunos de avaliar informações com responsabilidade e construir argumentos fundamentados, habilidades importantes tanto para a vida cotidiana quanto para a formação escolar.

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