Homem é condenado a 27 anos por matar sogro e atirar na sogra em Itaiópolis

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Crime ocorreu em maio deste ano, após os idosos se recusarem a permitir que o genro levasse o filho, um bebê de colo; defesa recorreu da decisão.

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Um homem de 28 anos foi condenado a 27 anos e dois meses de prisão pelo homicídio do sogro, Francisco Pflanzer, de 68 anos, e pela tentativa de homicídio da sogra, de 63 anos, em Itaiópolis, no Planalto Norte de Santa Catarina. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

O crime aconteceu em maio deste ano, em uma residência localizada no Distrito de Itaió, interior do município. Conforme o Ministério Público, o réu atirou contra os sogros depois que o casal se recusou a permitir que ele levasse o próprio filho, ainda bebê, para fora da residência.

Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Entenda como aconteceu o crime

De acordo com o MPSC, o homem foi até a casa dos sogros para visitar o filho. Durante a visita, insistiu em levar a criança, mas encontrou resistência dos avós. O bebê havia apresentado problemas de saúde e tinha exames agendados para aquela semana.

Revoltado com a negativa, o homem foi até um veículo estacionado e pegou uma arma de fogo. Quando o casal de idosos estava na parte externa da residência, ambos foram atingidos pelos disparos.

Francisco morreu em decorrência dos ferimentos (ferimentos perfurantes na região do abdômen). A esposa dele apresentava sangramento e um ferimentos de disparo de arma de fogo no braço e no peito, mas sobreviveu.

Ainda conforme as informações do Ministério Público, familiares que moravam na casa ao lado intervieram quando o acusado, que estava armado e também portava uma faca, tentou entrar novamente na residência. Depois disso, ele fugiu do local.

Pena será cumprida em regime fechado

O juiz presidente do Tribunal do Júri determinou o início imediato do cumprimento da pena, em regime inicial fechado. A defesa, no entanto, apresentou recurso contra a decisão.

O promotor de Justiça responsável pelo caso, Pedro Roberto Decomain, destacou a gravidade da conduta e afirmou que a condenação representa uma resposta da sociedade ao crime. O nome do condenado não foi divulgado.

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