O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) protocolou, nesta quarta-feira (21), uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impondo uma série de exigências para autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos.
A iniciativa é uma reação direta ao desafio feito pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que no dia anterior (20) protocolou no TSE um termo autorizando a abertura de seus próprios sigilos e de seus familiares, desde que houvesse reciprocidade por parte do adversário.
Durante agenda de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, Flávio discursou cobrando transparência também sobre pessoas ligadas ao Palácio do Planalto e à família presidencial.
“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, declarou o candidato do PL.
As condições impostas no TSE
Na petição endereçada ao ministro André Mendonça, a defesa de Flávio condiciona o levantamento de seus dados bancários e fiscais a uma lista de exigências que cobrem tanto os mandatos passados de Lula quanto a atual gestão federal:
- Assessores diretos: Termos de autorização para quebra de sigilo do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”.
“Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?
- Empresas e familiares: Abertura das contas e sigilos de empresas ligadas aos filhos do presidente, incluindo sociedades de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) no Brasil e exterior, além dos registros financeiros do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras desde 2003.
- Cartão corporativo e agendas: Divulgação de todos os gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, relatórios de agendas da primeira-dama Janja Silva e dados sobre o uso de helicópteros oficiais por familiares.
- Caso Master e INSS: Liberação integral dos registros de visitantes do Palácio do Planalto sobre reuniões de dezembro de 2024, detalhes das entradas e voos na FAB da lobista Roberta Luchsinger e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.





















