‘Não criemos pânico’; Defesa Civil faz novo apelo para acalmar população

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Órgão reforça que recomendação de sobrevivência para 72 horas é apenas rotina preventiva; governo, no entanto, monitora estragos e mortes causadas por sete tornados no Sul do país.

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A Defesa Civil Nacional utilizou as redes sociais neste domingo (8) para publicar um novo esclarecimento e tentar tranquilizar a população a respeito da recomendação de montagem de um “kit de emergência” para 72 horas. A postagem original, feita há dois dias, gerou uma onda de pânico e especulações na internet sobre a iminência de um desastre em grande escala no país.

“Calma! Falar de kit de emergência não é sinal de perigo, é sinal de que prevenir faz parte da rotina”, destacou a legenda da nova publicação do órgão, pedindo diretamente para que os brasileiros “não criem pânico”. Parte dos internautas havia classificado a atitude inicial como um “exagero”, enquanto outros temiam um colapso generalizado de serviços.

Prevenção de rotina e nota do Ministério

Diante da repercussão, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional — pasta à qual a Defesa Civil é vinculada — já havia emitido uma nota oficial na noite de sábado (7). O texto esclareceu que a recomendação não está relacionada a qualquer alerta nacional ou previsão de interrupção generalizada nos serviços públicos e de abastecimento.

Segundo o governo, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) divulga regularmente orientações de autoproteção. Alertas idênticos sobre o kit — que deve conter dois litros de água diários por pessoa, alimentos não perecíveis e medicamentos — já haviam sido publicados nas redes do órgão nos dias 16 e 29 de março, e 3 de abril.

Monitoramento e tornados no Sul

Apesar de afastar a ideia de uma catástrofe nacional iminente que justifique o pânico, o ministério confirmou que monitora de perto a grave situação meteorológica na região Sul do país, onde o cenário exige, de fato, medidas de contingência reais.

Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul vêm sofrendo com chuvas intensas, alagamentos e ventos extremos. Segundo o governo, já foi registrada a ocorrência de sete tornados na região — eventos climáticos com ventos que podem superar os 100 km/h. As autoridades investigam a relação de ao menos quatro mortes com as recentes tempestades.

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