Idosa de 66 anos perde R$10 mil em golpe do bilhete premiado em Canoinhas

Na terça-feira (3), por volta das 12h30, policiais militares foram acionados via Copom 190 para a área central de Canoinhas, para verificar uma denúncia de golpe.

Uma idosa, de 66 anos, relatou ter sido abordada por um casal, sendo que primeiramente por uma mulher e logo em seguida pelo homem.

O homem afirmou que estava com um bilhete premiado da Quina de São João, no valor de R$ 230.000,00 (duzentos e trinta mil reais) e caso as duas mulheres lhe dessem R$10.000,00 (dez mil reais) ele lhes entregaria o bilhete premiado para ser trocado.

Os três então foram até próximo ao Banco Sicoob na Rua Vidal Ramos, onde a vítima adentrou na agência, sacou o valor (dez mil reais) e entregou ao homem.

Logo após a idosa seguiu com a outra mulher até em frente a Hilton Motos. A golpista pediu que a idosa aguardasse um pouco no local enquanto iria buscar o veículo na outra rua e se evadiu-se do local.

A guarnição confeccionou o boletim de ocorrência e realizou rondas, porém os agentes não foram localizados. A vítima não se lembrava das características dos mesmos.

Na última segunda-feira (1]), um casal também aplicou o golpe do bilhete premiado em um idoso, em São Mateus do Sul.

Por que as pessoas caem nesse golpe?

O golpe é conhecido, antigo e é noticiado corriqueiramente pela imprensa. No entanto, diversas pessoas ainda “caem” nele. A psicóloga Maria Goreti Betencourt, da Universidade de Passo Fundo afirma que isso ocorre devido à natureza do ser humano.

 “É aquilo do espírito ambicioso, de querer mais. Por mais que as pessoas sejam abastadas, elas embarcam porque acreditam que vão ganhar alguma coisa a mais do que aquilo que elas têm. Elas só pensam nas vantagens que poderiam ter”, explica.

A psicóloga afirma que a questão da posição social, financeira ou mesmo de instrução acadêmica nada tem a ver com a possibilidade de a pessoa cair no golpe. “É o lado mais ganancioso. Isso encobre qualquer relação mais cognitiva, de inteligência. Se parar para pensar e se distanciar do problema, tu vê que não tem lógica”, afirma ela, ao completar: “Ninguém, em sã consciência, troca um bilhete no qual ganharia muito mais dinheiro por preço de banana. Qual é a lógica? Não existe”.

O golpista geralmente lida bem com relacionamentos interpessoais e tem boa capacidade de persuasão. Por isso, segundo a psicóloga, no momento da abordagem, a vítima afasta-se do pensamento racional.

E isso não é uma questão de personalidade ou de caráter. “Os golpistas são pessoas que entendem o cérebro e o comportamento humano. O golpista aposta na ganância humana e acerta”, diz a psicóloga. “Quando as pessoas se dão conta do golpe, elas começam a pensar ‘como eu fui tão idiota?’, ‘como eu fui cair?’. Quando caem em si, elas começam a ver que foi um absurdo o que aconteceu”, pontua. Mas aí já é tarde demais.

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