Organização criminosa teria sido formada desde o início do mandato de Orildo Severgnini, diz MPSC

Prefeito de Major Vieira é preso por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa
Nas casas do Prefeito e de seu filho foram encontrados R$ 321 mil em espécie, além de cheques das empresas envolvidas. Foto: Arquivo

MPSC — O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou à Justiça, nesta quinta-feira (27), denúncia pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro contra o Prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini, contra seu filho e servidor público, Marcus Vinicius Brasil Severgnini e contra os empresários Décio Pacheco e Décio Pacheco Júnior.

A ação penal foi ajuizada pela Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos do MPSC, a partir de investigação desenvolvida por intermédio do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com a Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil de Canoinhas.

Na ação, o Ministério Público detalha a suposta organização criminosa, formada desde o início do mandato de Orildo, que teria lesado os cofres públicos do Município de Major Vieira por meio de diversos expedientes, combinações e ajustes para fraudar licitações superfaturadas mediante o pagamento de propina para os agentes públicos.

De acordo com a ação, os agentes públicos, violando dever de ofício, teriam frustrado o caráter competitivo de processos licitatórios, direcionando a contratação para as pessoas jurídicas controladas pelos dois empresários, pai e filho. 

Somadas as contratações, as empresas do grupo empresarial Pacheco já receberam dos cofres majorvieirenses mais de R$ 3,3 milhões.

Por meio das contratações supostamente superfaturadas, gerava-se a disponibilidade financeira aos empresários que teriam efetuado o pagamento de vantagens indevidas aos agentes públicos envolvidos, os quais, posteriormente, por meio de complexas operações financeiras e imobiliárias, utilizando-se de terceiras pessoas, teriam inserido os valores espúrios na economia formal.

Além de propina em dinheiro, nas casas do Prefeito e de seu filho foram encontrados R$ 321 mil em espécie, além de cheques das empresas envolvidas,  os agentes públicos teriam recebido imóveis, um caminhão e até um cavalo de raça. Para ocultar o patrimônio ilícito, os bens teriam sido colocados em nome de terceiros.

Orildo e seu filho Marcos Vinicíus Brasil Servegnini estão presos na Unidade Prisional de Canoinhas desde o dia 13 de agosto.

Prefeito de Major Vieira, seu filho e empresários são denunciados pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro.

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