Alerta! Saúde confirma casos autóctones da variante brasileira do coronavírus em Santa Catarina

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A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES/SC), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) confirmou a identificação de dois casos autóctones (transmissão dentro do estado) da variante de atenção P.1. do SARS-CoV2, conhecida como a variante brasileira.

Os infectados, dois homens com idades de 39 e 68 anos,  não tinham registro de viagens nos últimos 30 dias para outras partes do país com transmissão comunitária reconhecida. Isso caracterizou a transmissão local dentro de Santa Catarina.
Os casos foram confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina no dia 02 de março que, encaminhou as amostras para o Laboratório de Referência Nacional para Santa Catarina – a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) do Rio de Janeiro – que realizou o sequenciamento genético das amostras, identificando a variante em dois pacientes, residentes nos municípios de Joinville e Camboriú.

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), a presença de mutações é um processo natural na biologia dos vírus. 

No entanto, algumas delas podem gerar diferenças dentro de um grupo genético que são denominadas variantes. Elas podem representar um impacto na saúde pública caso apresentem um potencial de maior transmissibilidade ou gravidade da doença.

Números em Santa Catarina


Até o momento foram enviadas ao Laboratório de Referência Nacional 264 amostras, sendo 222 de monitoramento genômico e 42 de casos suspeitos de infecção por novas variantes de atenção. 
Sobre a Rede de Vigilância Genômica em Santa Catarina

O Governo do Estado de Santa Catarina informa que realiza, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN-SC) e em parceria com o Ministério da Saúde (MS), a Vigilância Genômica do SARS-CoV-2, que assim como os outros vírus circulantes, sofre mutações esperadas. 
Com o intuito de monitorar as variantes que circulam em nosso estado, bem como o possível impacto na epidemiologia da Covid-19.

Além do monitoramento de rotina, são enviadas para Laboratórios de Referência, amostras de casos suspeitos de reinfecção, amostras com resultado inconclusivo, amostras de interesse epidemiológico, como as de pacientes provenientes de locais com circulação comunitária de variantes de atenção (VOC, do inglês, variant of concern) e seus contatos, amostras de pacientes com manifestações atípicas da doença ou em agregados de casos com alta taxa de transmissão.

É importante destacar que o sequenciamento genético não é um método de diagnóstico e não é realizado para a rotina da confirmação laboratorial de casos suspeitos da Covid-19, tampouco é indicado para ser feito para 100% dos casos positivos, contudo a análise do seu resultado permite quantificar e qualificar a diversidade genética viral circulante.

Para a saúde pública, o sequenciamento genético do vírus SARS-CoV-2, aliado a outros estudos, possibilita sugerir se as mutações identificadas podem influenciar potencialmente na patogenicidade, transmissibilidade, além de direcionar medidas terapêuticas, diagnósticas ou ainda contribuir no entendimento da resposta vacinal. Sendo assim, todas essas informações contribuem para as ações de resposta da pandemia.

Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) / SES.

Os dois casos confirmados, homens com idades de 39 e 68 anos – não tinham registro de viagens para outras áreas do país.

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