Inverno começa com alerta de frio intenso e neve na Serra catarinense

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Estação inicia oficialmente às 05h24 de domingo (21); meteorologia alerta para declínio acentuado das temperaturas, risco de precipitação invernal e influência do fenômeno El Niño nos próximos meses.

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O inverno chega oficialmente a Santa Catarina neste domingo, 21 de junho, às 05h24. Embora as temperaturas já estejam baixas em todo o estado, a primeira semana da estação será marcada por uma onda de frio intenso, com previsão de marcas negativas no Oeste e nos Planaltos, além de temperaturas próximas a 0°C no Alto Vale do Itajaí e na Serra da Grande Florianópolis.

Onda de frio e risco de neve

A instabilidade ganha força entre segunda (22) e terça-feira (23), com a chegada de uma nova frente fria seguida por uma massa de ar polar. A combinação de umidade com o frio intenso cria condições propícias para precipitação invernal (neve, chuva congelada ou congelante) nas áreas mais elevadas do Planalto Sul, de forma pontual.

No litoral, a expectativa é de termômetros abaixo dos 5°C. O fenômeno deve manter as temperaturas baixas durante os próximos dias, exigindo atenção redobrada da população.

O que esperar do Inverno 2026 sob efeito do El Niño

Diferente dos invernos tradicionais, a estação de 2026 será influenciada pelo fenômeno El Niño. As projeções dos modelos climáticos indicam:

  • Frio menos persistente: Episódios de frio extremo podem ser menos frequentes e duradouros ao longo da estação.
  • Chuva acima da média: A partir de meados de julho, a frequência de dias chuvosos deve aumentar.
  • Alertas: Possibilidade de tempestades severas com ventos fortes e granizo, embora o maior impacto do El Niño costume ser sentido apenas na primavera.

Cuidados e recomendações

As autoridades meteorológicas e de segurança reforçam os cuidados essenciais para o período:

  • Saúde: O frio intenso agrava doenças respiratórias e cardiovasculares. Grupos vulneráveis devem manter a vacinação em dia e evitar exposição prolongada ao frio.
  • Trânsito: Atenção redobrada com nevoeiros, que reduzem a visibilidade, e o risco de congelamento de pista em serras (como a Serra do Rio do Rastro), que pode levar à restrição de tráfego.
  • Navegação: Frentes frias e ciclones extratropicais são comuns, causando agitação marítima. Pescadores e navegantes devem monitorar boletins da Defesa Civil.
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