Após 11 dias internado, morre homem atingido por tiros durante comemoração política

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Vilson Delvoss comemorava a reeleição do presidente Lula quando foi atingido por quatro disparos; lideranças políticas e sindicatos divulgaram notas de pesar e repúdio à violência.

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Vilson Delvoss, de 51 anos, faleceu na quinta-feira (5) no Hospital Regional São Braz, em Porto União, após passar 11 dias internado em estado grave. Ele havia sido baleado na noite de 25 de outubro, por volta das 21h30, na Rua Algacir Antônio Ulrich, no Distrito Industrial do município, enquanto celebrava a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O sepultamento da vítima ocorreu nesta sexta-feira (6).

Na ocasião do atentado, a guarnição dos bombeiros e a Polícia Militar encontraram Vilson inconsciente, caído de costas com quatro perfurações provocadas por projéteis de arma de fogo — duas no abdômen e duas na perna direita, apresentando hemorragia femoral ativa. As equipes de resgate realizaram procedimentos céleres de contenção do sangramento antes do transporte urgente ao hospital.

Um segundo homem, de 54 anos, também foi ferido no membro superior esquerdo (braço) durante a ação criminosa. Ele recebeu atendimento inicial no local com limpeza de lesões e curativos, sendo igualmente conduzido ao Hospital Regional São Braz.

Prisão em Canoinhas e arma apreendida

Após efetuar os disparos, o atirador empreendeu fuga em um automóvel. Durante as buscas integradas das forças de segurança, o suspeito foi localizado e preso em flagrante na cidade vizinha de Canoinhas.

No interior do veículo, os agentes apreenderam a arma de fogo supostamente empregada no crime. O nome do agressor não foi divulgado formalmente pelas autoridades policiais.

Repercussão política e notas de pesar

A confirmação da morte de Vilson mobilizou declarações de pesar de lideranças políticas e entidades sindicais. O deputado federal Pedro Uczai (PT) expressou solidariedade aos familiares e amigos: “Que sua partida não seja esquecida. Neste momento de dor, desejo, primeiro, solidariedade à família e aos amigos que ficam e que agora enfrentam essa dor irreparável”, declarou o parlamentar.

Reprodução – Redes Sociais/Pedro Uczai

O Sindicato dos Mineiros de Santa Catarina também emitiu uma nota de repúdio à violência política: “A divergência faz parte de qualquer democracia real, mas o ódio que arma o vizinho contra o outro destrói o próprio tecido social. Discordar é legítimo; atentar contra a vida humana por causa de voto é crime inaceitável.”

“Isso é inaceitável! Divergência política não pode virar sentença de morte. Não podemos normalizar o ódio, a intolerância e a violência política. Exigimos justiça por Vilson!Que o responsável seja punido com o rigor da lei. Democracia se respeita!”, declarou o deputado federal Zeca Dirceu.

O caso foi inicialmente registrado como dupla tentativa de homicídio e segue em apuração.

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