“Luzes estranhas” e “cordão de estrelas” vistas no céu de Canoinhas são satélites americanos

Satélites puderam ser observados em Canoinhas no mês de janeiro. Foto: Canoinhas Online/Camboriú

Aviões? Uma invasão alienígena? Estrelas \”andando em fila\”? Moradores, não só de Canoinhas mas de várias cidades do Brasil, tem observado um estranho fenômeno no céu desde o início deste ano: um “cordão” de estrelas brilhantes, se movendo em conjunto.

O fenômeno nada mais é do que satélites, que estão cobrindo o mundo inteiro, provendo links de dados independente de infraestrutura como cabos e antenas terrestres, lançados pela empresa americana SpaceX.  A 5ª fase de lançamentos foi na última segunda-feira (17).

A Space Exploration Technologies Corp., ou SpaceX, foi fundada em 2002, nos Estados Unidos, por Elon Musk. Hoje, a companhia é uma das principais empresas privadas de serviços de transporte espacial do mudo.

Em maio de 2019, a empresa deu início a um dos projetos mais ambiciosos. O Starlink é uma missão que pretende lançar ao espaço uma constelação de 12 mil satélites para transmissão de internet em alta velocidade para Terra.

Em Canoinhas eles foram observados por moradores no início de janeiro.

Já no sábado (23), registros foram feitos em Camboriú e Brusque. A passagem dos objetos luminosos também foi vista em vários municípios catarinense e paranaenses durante a semana.

Lança foguetes que, atualmente, entregam cargas na órbita terrestre. Foto: SpaceX
Os satélites são pequenos e estão em baixa altitude. Eles são visíveis principalmente logo depois do pôr do sol ou um pouco antes do sol nascer, quando refletem muito a luz do sol. Como estão muito próximos um do outro, formam quase que um colar no espaço – explica o diretor do Observatório Astronômico de Brusque, Silvino de Souza.

Como estão em nível mais alto, embora já seja noite, os satélites ainda conseguem refletir a luz do Sol, dependendo da posição dos painéis solares desses satélites.

O professor detalha que os satélites dão uma volta à Terra a cada 90 minutos.

– Como ele está formando cordão, é bem visível. Se passasse um só, talvez muitos nem percebessem, mas como são vários atrás do outro, fica mais visível. 

—O pessoal ainda vai levar muito susto – brinca o observador.
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