O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificou como “grave” a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7). O alvo principal da ação foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e um dos principais aliados da família no Congresso.
Por meio de nota oficial, Flávio afirmou que os fatos precisam ser apurados com “rigor e transparência”, mas ressaltou a importância do respeito ao devido processo legal. O parlamentar também fez questão de elogiar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso do Banco Master na Corte, afirmando confiar na condução das investigações sob sua relatoria.
Recentemente, Flávio Bolsonaro havia destacado Ciro Nogueira como um nome forte para ocupar a vaga de vice-presidente em sua chapa, citando a força do PP no Nordeste e a lealdade demonstrada pelo político durante o governo anterior.
A Investigação: O Elo entre Ciro e o Banco Master
A quinta fase da Operação Compliance Zero investiga repasses financeiros que, segundo a Polícia Federal, extrapolam a “mera amizade” ou a “atuação política regular”. A PF aponta que Ciro Nogueira recebia pagamentos mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegavam a R$ 500 mil por mês.
Entre as suspeitas levantadas pelos investigadores, destacam-se:
- Repasses Mensais: Valores entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.
- Vantagem Societária: Aquisição de participação em empresa por R$ 1 milhão, quando o valor real seria de R$ 13 milhões.
- Uso de Imóvel: Disponibilização gratuita de uma residência de alto padrão por tempo indeterminado.
- Viagens de Luxo: Pagamento de passagens, hospedagens e despesas internacionais de alto custo.
Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência no Lago Sul, em Brasília, enquanto os agentes buscavam provas da relação financeira entre o senador e o banqueiro.









