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Número de vinícolas cresce 29% em Santa Catarina e atinge marca histórica em 2026

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Dados da Jucesc revelam que estado ganhou 76 novas fabricantes de vinho desde 2020; Pinheiro Preto e São Joaquim lideram o ranking de produção e enoturismo.

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O setor vitivinícola de Santa Catarina vive um momento de expansão acelerada. Segundo dados da Junta Comercial do Estado (Jucesc), o número de vinícolas cresceu 29% nos últimos seis anos, saltando de 263 fabricantes em 2020 para 339 até abril de 2026.

O crescimento não reflete apenas a força da indústria de bebidas, mas também a consolidação do estado como um dos principais destinos de turismo rural do país.

As Capitais do Vinho

O Meio-Oeste catarinense permanece como o grande polo produtor. O destaque absoluto é Pinheiro Preto, cidade de apenas 3,5 mil habitantes que ostenta o título de “Capital Catarinense do Vinho”. O município concentra 33 empresas e responde por cerca de 70% da produção estadual.

Logo atrás, consolidando a força dos vinhos de altitude, aparece São Joaquim, com 32 vinícolas. O ranking das cidades com mais empreendimentos segue com:

  • Urussanga: 13
  • Videira: 11
  • Tubarão: 10
  • Nova Trento: 9

Perfil e Inovação

A maioria das 339 fabricantes é composta por Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), o que reforça a tradição familiar do setor. Mais do que fabricar a bebida, esses pequenos negócios estão investindo em experiências, como visitas guiadas e degustações.

O setor também se destaca pela inovação e identidade regional:

Vale do Rio Tijucas (Nova Trento): Aposta no cultivo de uva protegida (em estufas), técnica que garante alta produtividade mesmo com o clima instável da região.

Serra Catarinense: Foca na Vindima de Altitude, unindo a colheita da uva com o enoturismo de luxo.

Sul do Estado: Detém a exclusividade da Uva Goethe, com Denominação de Origem (DO) protegida que celebra a herança italiana.

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