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Morador de SC morre na Guerra da Ucrânia; família tenta resgatar corpo de zona de conflito

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Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, atuava como socorrista de combate; família tenta apoio internacional para resgatar o corpo da zona de conflito.

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O catarinense Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, natural de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, morreu após pisar em uma mina terrestre durante uma operação de combate na Guerra da Ucrânia. A confirmação da morte foi repassada à família no último domingo (13) por colegas de farda que participavam da mesma missão.

De acordo com relatos prestados pelos companheiros de combate aos familiares, o impacto da explosão amputou parte de uma das pernas do jovem. Paulo não resistiu à gravidade das lesões e veio a óbito por perda severa de sangue antes de receber o atendimento adequado.

Emocionado, o tio do jovem, Josué do Amaral, relatou que Paulo trabalhava justamente como socorrista na linha de frente e, antes de falecer, conseguiu se despedir da equipe.

“Ele era o cara que fazia o socorro e o pessoal não conseguiu socorrer ele, mas ele conseguiu conversar com o pessoal ainda. Ele pediu para mandar um abraço para a mãe dele, para nós”, contou o tio.

Dificuldades para trasladação do corpo e auxílio consular

Até a manhã desta quarta-feira (16), a morte de Paulo ainda não havia sido confirmada oficialmente pelo governo ucraniano. As intensas disputas armadas e a falta de segurança na região impedem que equipes façam a retirada do corpo da zona de combate, o que deixa a família sem previsão de quando o jovem poderá ser sepultado no Brasil.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que acompanha o caso e presta assistência consular à família. A Embaixada do Brasil em Kiev realiza gestões junto às autoridades locais para obter a confirmação formal do óbito e a identificação oficial do brasileiro.

Sem confirmação oficial até o momento, a família busca assessoria jurídica em Direito Internacional para agilizar as tratativas de resgate e repatriação do corpo.

Trajetória até o conflito europeu

Antes de se voluntariar para a guerra, Paulo morou na Espanha, onde chegou a tentar o alistamento no Exército local. De volta ao Brasil para um tratamento de saúde, trabalhou como atendente em uma loja de materiais de construção em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina.

Movido pelo desejo de seguir carreira militar, o jovem conheceu um recrutador pela internet e embarcou para a Ucrânia no dia 11 de junho deste ano, onde atuou por pouco mais de três meses até o trágico acidente.

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