A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (OMM/ONU) emitiu um alerta nesta sexta-feira (31) para a intensificação de um “forte El Niño” a partir de agosto. Segundo a entidade, o fenômeno climático — caracterizado pelo aquecimento atípico das águas da superfície do Oceano Pacífico central e oriental — deve atingir o seu ápice de intensidade entre agosto e outubro de 2026, elevando as temperaturas globais acima da média e alterando drasticamente o regime de chuvas em várias regiões do planeta.
Além do fortalecimento do El Niño, os cientistas preveem a ocorrência concomitante de um Dipolo do Oceano Índico (IOD) em fase positiva, condição em que as águas do setor ocidental do Oceano Índico ficam mais quentes do que o normal, enquanto a porção oriental registra temperaturas mais baixas.
Efeitos combinados e riscos de eventos extremos
A atuação simultânea dos dois eventos oceânicos tende a potencializar os impactos climáticos regionais em escala global. As autoridades alertam para o aumento do risco de eventos extremos, incluindo:
- Secas severas e ondas de calor: Previsão de precipitações abaixo da média em diversas regiões tropicais e subtropicais;
- Inundações e temporais: Alteração no fluxo de umidade, provocando chuvas excessivas e volumosas em determinadas áreas vulneráveis;
- Incêndios florestais: Propagação de focos de queimadas, principalmente nas áreas adjacentes à bacia do Oceano Índico.
A ONU reforça a necessidade de preparação por parte de governos e sistemas de Defesa Civil para mitigar os impactos socioeconômicos e ambientais previstos para o segundo semestre.





