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Polícia desmascara falso acidente e prende ex-marido e ex-sogro por feminicídio em SC

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Débora Ester de Biazi Dambros, de 24 anos, foi asfixiada em casa e teve corpo jogado com carro dentro de rio.

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O que era tratado como um acidente fatal de trânsito teve uma reviravolta chocante no Oeste de Santa Catarina. A Polícia Civil revelou nesta sexta-feira (31) que a morte de Débora Ester de Biazi Dambros, de 24 anos, foi, na verdade, um feminicídio. O ex-companheiro e o ex-sogro da vítima foram presos e confessaram a autoria do crime.

O corpo de Débora foi localizado no dia 21 de julho às margens do Rio Barra Grande, em São Carlos, ao lado de um veículo submerso. No mesmo dia, o ex-marido esteve na delegacia para registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento, sugerindo aos policiais que a jovem estaria alterada pelo fim do relacionamento e que poderia ter sofrido um acidente ou cometido suicídio.

Asfixia e farsa desmontada pela perícia

A versão do acidente começou a ruir com a emissão do laudo pericial, que apontou causas da morte incompatíveis com um impacto de trânsito.

Segundo o delegado Cláudio Vieira, Débora foi morta por asfixia após sofrer um golpe conhecido como “mata-leão”, aplicado pelo ex-companheiro na residência onde moravam, em Xaxim. A motivação foi a inconformidade do homem com o término da relação de 12 anos e o novo relacionamento da vítima. Os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, estavam na casa no momento do assassinato.

Após matar a ex-mulher, o suspeito contou com a ajuda do próprio pai para colocar o corpo no automóvel e dirigir até São Carlos. Lá, os dois atiraram o carro de cima de uma ponte para simular a queda na rodovia.

Mensagens falsas no celular da vítima

Para reforçar a farsa, o investigado passou a utilizar o telefone de Débora após a morte, enviando mensagens ao novo namorado da jovem como se fosse ela. Conforme o agente de polícia Everson Bavaresco, o suspeito simulou que ela estava a caminho, mas enfrentava pane nas luzes do veículo e problemas de bateria.

Com a prisão preventiva dos acusados decretada, a Polícia Civil prossegue com as diligências, análise dos materiais apreendidos e aguarda a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos para concluir o inquérito.

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