Não foi suicídio? Novos rumos na investigação da morte de Alcindo Reichardt

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O perito do Instituto Geral de Perícias de Canoinhas (IGP), Marco Antonio Bubniak, entregou nesta terça-feira, 6, ao delegado de comarca, Flavio Lima e Silva Jr, o resultado da necrópsia realizada nos restos mortais de Alcindo Reichardt, encontrado morto em sua cama em agosto de 2013, na localidade da Gralha, em Bela Vista do Toldo.

Segundo as conclusões do perito, a bala encontrada no crânio de Alcindo, não é da arma que estava na mão direita da vítima.

A bala é calibre 32. Já o revólver que estava na mão de Alcindo com um tiro deflagrado, é de calibre 38. “Se fosse colocada uma bala de 32 no 38, poderia ter estourado na mão do atirador ou, se entrasse no crânio da vítima, não teria trajetória retilínea”, explica Bubniak.

O perito descarta, também, a possibilidade de alguém ter trocado a bala, considerando que o crânio teve de ser serrado e pedaços do cérebro terem de ser cortados cirurgicamente para se encontrar o projétil.

A partir do fato novo apontado pela perícia, o delegado deve ouvir novamente testemunhas, trabalhando agora com a tese de homicídio.

Bubniak apontou cinco fatores que levaram ele a concluir que não houve suicídio:

 1) falta de manchas de retorno na mão da vítima;
2) posição da arma em relação ao corpo;
3) a não queda da arma no solo;
4) não foram detectadas manchas de sangue na arma;

5) falta de resíduos de chumbo na mão da vítima.

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