Acusada de matar grávida para roubar bebê em SC sofre ameaças na prisão

A vítima, de 24 anos, estava no final da gravidez quando foi morta e teve seu bebê roubado. Foto: Arquivo

HORA DE SANTA CATARINA – A defesa da mulher que confessou o assassinato de uma gestante para roubar o bebê em Canelinha, na Grande Florianópolis, pediu à Justiça a transferência de presídio após ameaças que estariam ocorrendo contra a detenta, que aguarda julgamento pelo crime. Ela está presa atualmente em Tijucas, cidade vizinha ao município onde morava e cometeu o crime.

Conforme o advogado da mulher, Rodrigo Goulart, agentes de segurança que trabalham no presídio teriam ficado sabendo das ameaças contra a detenta, que está em uma cela isolada, sem contato com as outras presas.

\”A acusação dela causa muita repulsa, inclusive de muitas detentas que são mães e tomam a dor pela mulher que faleceu. Falei com o chefe de segurança do presídio e ele garantiu que ninguém encostaria um dedo nela, mas a integridade dela está ameaçada\”,  disse o advogado.

O pedido é para que a mulher seja transferida do presídio de Tijucas para o Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí, que possui mais condições de segurança para esse tipo de situação.

A mulher está presa desde 28 de agosto, dia seguinte ao crime, quando foi detida pela polícia e admitiu o assassinato da grávida com a intenção de ficar com a criança. 

Desde lá, a mulher ficou detida em vários locais diferentes pelo Estado, passando por Tijucas, Chapecó, Itajaí e Brusque, até voltar para Tijucas onde está atualmente.
MARIDO DA ACUSADA DEVE SER EXCLUÍDO DA DENÚNCIA
Após analisar os áudios e as trocas de mensagens que foram extraídas dos aparelhos celulares apreendidos e periciados pelo Instituto Geral de Perícias, o Ministério Público de Santa Catarina pediu a revogação da prisão preventiva do marido da acusada.

Para promotores, as novas provas deixam claro que a mulher enganou o marido o tempo todo. Ela se aproveitava da circunstância de o marido trabalhar em outra cidade e assim conseguia manipular a situação.

O marido acreditava piamente na falsa gravidez da mulher. Quanto ao dia do crime, a mulher também deu falsas informações ao marido.

O homem foi preso em flagrante com a mulher assim que o crime foi descoberto. O flagrante logo foi convertido em prisão preventiva para que as provas do homicídio não fossem destruídas.

A mulher havia levado para casa as roupas da vítima, que agora se sabe que o marido acreditava serem de uma amiga da esposa.

Se nenhum outro elemento surgir no decorrer do processo, o homem também deve ser excluído da denúncia apresentada pelo Ministério Público pela possível prática dos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver.