Faltando menos de um mês para o fim do ano letivo, governo autoriza retorno das aulas presenciais

O ano letivo regular em Santa Catarina está previsto para encerrar no dia 18 de dezembro.

A situação atual que envolve a volta às aulas presenciais em Santa Catarina dá um nó na cabeça de professores e pais de alunos, de tanto \’vai-e-volta\’ sobre o assunto.

Após reuniões com setores envolvidos, lideradas pela governadora Daniela Reinehr, o Estado publicou neste sábado (21), novas duas portarias, que autorizam a retomada das atividades escolares presenciais no estado.

A decisão do Estado ocorre após provocação da Procuradoria Geral de Justiça de Santa Catarina, que cobrou do Governo de Santa Catarina que priorize as atividades educacionais

Com as novas normativas, as atividades escolares presenciais podem ser retomadas em todas as regiões catarinenses, inclusive as que estão em nível de risco grave.

Nas regiões com risco potencial gravíssimo, a portaria faculta aos estabelecimentos de ensino desenvolver atividades de reforço pedagógico individualizado.

Com a decisão, 13 das 16 regiões analisadas classificadas semanalmente pelo Mapa de Risco podem retomar as aulas presenciais. A exceção é para as regiões de Xanxerê, Laguna e Alto Uruguai Catarinense, que estão em nível gravíssimo de risco.

\”O retorno das atividades presenciais trará, a estudantes e suas famílias, a volta do convívio social. Além da socialização, proporcionará, também, a retomada de várias atividades econômicas e reduzirá a preocupação de muitas famílias. Por isso, as atividades escolares e educacionais são serviços essenciais no processo de reavaliação que está sendo realizado pelo governo. Além de atender aos estudantes que encontram dificuldades no ensino remoto, o retorno seguro e gradual ainda neste ano é necessário para preparar as atividades e a retomada integral em 2021\” frisou a governadora.

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, disse que \”o setor de Educação é um dos mais impactados pela pandemia e por isso precisa ser protegido. Infelizmente uma decisão da Justiça nos impediu de concretizarmos essa retomada, apesar de todas as regras definidas. Insistimos pois precisamos garantir às crianças esse direito. Elas precisam dessa oportunidade de retornar à escola”, disse o secretário André Motta Ribeiro.

Para o procurador-geral do Estado, Luiz Dagoberto Brião, “é necessário conferir liberdade de escolha inclusive de levar as crianças naquele espaço que lhes é familiar. Estas atividades não precisam necessariamente serem encerradas no final do ano letivo”.

“Nas classes sociais mais vulneráveis as escolas cumprem importante papel de acolhimento e suporte às crianças e aos adolescentes, além de liberar os demais membros da família para que possam cumprir com seus compromissos profissionais. Nossa preocupação é fazer tudo dentro do mais absoluto rigor das normas sanitárias”, afirmou.


Leia na íntegra as novas portarias:

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