Pacientes com mais chance de sobreviver terão prioridade em leitos de UTI

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Médicos de SC aplicam ‘protocolo’ e escolhem pacientes que terão leitos para tratar da covid-19.
LEITOS UTI SANTA CATARINA

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) emitiu aos hospitais catarinenses um documento que determina o uso do Protocolo de Alocação de Recursos em Esgotamento pelos hospitais de Santa Catarina.

Na prática, a regra define qual paciente terá prioridade por uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O texto enviado às unidades na sexta-feira (26) foi proposto em abril do ano passado por instituições de saúde do país para ser usado em cenário de colapso do sistema hospitalar.

Desde fevereiro deste ano, médicos já utilizam o protocolo em algumas unidades de saúde catarinenses. Com a nova deliberação, o estado reconheceu que ele precisa ser adotado por todos os hospitais.

“Quanto mais frágil é uma pessoa, menos ela vai ser capaz de tolerar, não só a doença grave, como os tratamentos agressivos que muitas vezes são necessários para tentar salvá-la. Se a gente quer salvar o maior numero de vidas, precisa saber identificar quais são os pacientes que têm mais chance de sobreviver”, explicou a médica intensivista Lara Kretzer, uma das autoras do protocolo.

No protocolo agora em vigor em todos hospitais, a faixa etária não faz parte dos critérios. No entanto, pacientes que não têm doenças avançadas e estão em bom estado de saúde física tendem a ter prioridade por terem mais chances de sobreviver à internação.

A SES afirmou na manhã desta segunda-feira (29) que recomenda o uso de protocolos de “órgãos representantes de emergência e UTI” e destacou que desde antes do surgimento da Covid-19 já era recomendado o Protocolo para todo paciente que desse entrada em UTI.

Nesse caso, o paciente é avaliado do potencial benefício, informou a pasta ao reiterar que “todo paciente que precisa de atendimento em Santa Catarina recebe assistência e é estabilizado nas emergências hospitalares e serviços pré-hospitalares como UPA 24h e Pronto Atendimento Municipais”.

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