O mercado financeiro global amanheceu em pânico nesta segunda-feira (9). O agravamento da guerra no Oriente Médio, que entra em sua segunda semana com o envolvimento direto de Estados Unidos e Irã, provocou um choque nos preços de energia.
O barril de petróleo atingiu a marca de US$ 119,48 na madrugada, uma alta repentina de 30%, motivada por ataques a campos de produção no Iraque e reduções de oferta nos Emirados Árabes e Kuwait.
O foco da crise é o Estreito de Ormuz, ponto vital por onde passa 20% do petróleo mundial. Com o transporte marítimo ameaçado, o gás natural na Europa também disparou 30%.
O G7 (grupo das sete maiores economias do mundo) já estuda liberar reservas estratégicas para tentar frear a escalada de preços, que ameaça causar uma recessão global. Para o brasileiro, a preocupação imediata volta-se para a Petrobras e a possível paridade de preços, que pode elevar drasticamente o valor da gasolina e do diesel nas próximas semanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”.
“O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo”, escreveu Trump na plataforma Truth Social. “APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!”, acrescentou.
Analistas, no entanto, alertam para possível impacto severo na economia mundial. “O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, “o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global”.
*Com informações da Reuters.
















