A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA-15, acelerou para 0,89% em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE. O resultado é significativamente superior aos 0,44% registrados em março e representa a maior alta desde fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chega a 4,37%, aproximando-se do teto da meta do governo.
Os grandes vilões do mês foram os grupos de Alimentação e Bebidas (1,46%) e Transportes (1,34%), que juntos foram responsáveis por grande parte do índice.
Alimentos: Entressafra eleva preços
A alimentação no domicílio disparou, influenciada pela menor oferta de produtos sazonais. Itens básicos na mesa do catarinense tiveram altas expressivas:
- Cenoura: 25,43%
- Cebola: 16,54%
- Leite longa vida: 16,33%
- Tomate: 13,76%
Segundo economistas, o período de entressafra e a menor produção de leite são os principais fatores para esse encarecimento.
Combustíveis e o Impacto da Guerra
O setor de transportes foi pressionado pela gasolina (6,23%) e pelo óleo diesel (16%). A alta reflete a instabilidade no mercado internacional de petróleo devido à guerra envolvendo o Irã e Israel no Oriente Médio. Bloqueios no Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — reduziram a oferta da commodity, elevando os preços globais que o Brasil acompanha.
Para tentar conter a escalada, o governo federal tem mantido medidas como isenção de impostos e subsídios, embora o impacto doméstico ainda seja sentido pelos consumidores nos postos.
Diferença entre Índices
O IPCA-15 é considerado uma “prévia” por coletar preços entre os dias 18 do mês anterior e 15 do mês vigente. O índice oficial de abril, o IPCA cheio, será divulgado no dia 12 de maio e servirá para balizar o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621.




















