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Gilmar Mendes vota para derrubar lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais

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A norma catarinense foi aprovada em dezembro na Assembleia Legislativa e sancionada em janeiro pelo governador Jorginho Mello.

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (10) para considerar inconstitucional a lei de Santa Catarina que proíbe a reserva de cotas raciais em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.

A Lei 19.722/2026, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Mello, restringia as cotas apenas a critérios econômicos, alunos de escolas públicas e pessoas com deficiência.

O caso está sendo analisado em plenário virtual após ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e pela OAB Nacional. Antes de chegar ao STF, a norma já havia sido suspensa por uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Argumentação do Ministro

Em seu voto, Mendes destacou que o Supremo já possui entendimento firmado sobre a validade de políticas de inclusão racial. “Não há dúvidas quanto à constitucionalidade, em abstrato, das ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais”, afirmou o magistrado.

Próximos passos

O julgamento virtual continuará aberto até a próxima sexta-feira (17). Até lá, os outros nove ministros da Corte devem inserir seus votos no sistema. Para que a lei catarinense seja definitivamente derrubada, é necessária a maioria simples dos votos do plenário.

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