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Caso Jeff Machado: Acusado é condenado a 22 anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver

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Sentença aponta condenação por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais.

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Jeander Vinícius da Silva Braga, um dos acusados pelo envolvimento no assassinato do ator Jeff Machado, foi condenado a 22 anos e 9 meses de prisão em regime fechado nesta quarta-feira (8). O júri o considerou culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais. De acordo com os termos da sentença judicial, o réu teve o direito de recorrer em liberdade negado sob a justificativa de que ele poderia “tentar se esquivar da aplicação da lei penal”.

Bruno e Jeander foram indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver — Foto: Reprodução

O julgamento do caso contou com o depoimento de 12 testemunhas ao longo das audiências. Como o processo foi desmembrado, o julgamento do outro réu da ação, Bruno de Souza Rodrigues — que responde por uma série de oito crimes —, foi agendado para o dia 10 de dezembro de 2026.

Dinâmica do crime e o papel dos cães

Conforme detalhado na denúncia do Ministério Público acolhida pela sentença, Bruno de Souza Rodrigues foi o executor direto do homicídio contra o ator Jeff Machado. Jeander, por sua vez, concorreu diretamente para o sucesso da empreitada criminosa ao atuar na distração da vítima no momento exato em que o ataque fatal foi desferido.

Logo após a consumação do assassinato, Bruno tomou posse dos cartões bancários e senhas da vítima, passando também a se fazer passar pelo ator em mensagens de texto enviadas a familiares e amigos para despistar as autoridades.

Um elemento crucial para o desfecho das investigações foram os animais de estimação do artista:

  • Jeff Machado possuía oito cães de raça;
  • Os animais foram abandonados pelos criminosos após a morte do dono;
  • A polícia localizou os cães e conseguiu rastrear os microchips de identificação, confirmando a propriedade do ator e auxiliando diretamente na elucidação do homicídio.

Tese de defesa alegava coação

Em seu depoimento durante a sessão de julgamento, Jeander Vinícius tentou se desvincular da autoria do homicídio. Ele sustentou a versão de que havia sido contratado por Bruno apenas para cavar o buraco de uma cisterna, alegando que desconhecia que o espaço seria utilizado para ocultar o corpo do ator.

Jeander afirmou ainda que trabalhava como garoto de programa e que o assassinato de Jeff teria ocorrido pelas mãos de Bruno enquanto ele estava no banho. Na versão apresentada pelo pedreiro, Bruno o teria coagido psicologicamente e fisicamente após o ato para que ele o ajudasse a enterrar o cadáver na estrutura de concreto.

Para a equipe de investigação da Polícia Civil, a real motivação por trás do crime foi financeira e profissional: Jeff Machado vinha cobrando insistentemente de Bruno o cumprimento de uma falsa promessa de inserção em uma vaga de elenco em uma novela da TV Globo. Os investigadores apuraram que o ator chegou a desembolsar R$ 18 mil aos criminosos para garantir o suposto papel.

Mãe relata sentimento de “missão cumprida”

A mãe da vítima, Maria das Dores, viajou de Santa Catarina para o Rio de Janeiro com o objetivo de acompanhar presencialmente os desdobramentos do júri popular. Ela foi arrolada e prestou depoimento formal na condição de testemunha de acusação na quarta-feira (8).

Logo após a leitura da sentença que fixou a pena de Jeander em mais de duas décadas de reclusão, Maria das Dores expressou publicamente o sentimento de alívio e “missão cumprida” com o primeiro passo de justiça dado em memória de seu filho, que havia sido encontrado morto e enterrado em um baú em maio de 2023.

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