O fenômeno meteorológico El Niño registrou uma intensificação expressiva e agora tem 81% de probabilidade de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro deste ano.
A estimativa oficial foi publicada nesta quinta-feira (9) pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a agência de previsão climática dos Estados Unidos e uma das principais referências científicas do mundo no setor.
De acordo com o relatório técnico da NOAA, caso os modelos matemáticos e as projeções se confirmem nos próximos meses, este evento atmosférico tem potencial para se consolidar como o maior El Niño registrado no planeta desde 1950, ano em que as medições oficiais começaram a ser catalogadas.
Embora os meteorologistas já previssem que o fenômeno ganharia força ao longo de 2026, a intensidade máxima que ele poderia alcançar permanecia incerta. O novo boletim emitido pelo instituto norte-americano representa uma mudança de patamar importante no monitoramento climático global.
Efeitos prolongados e aquecimento do Pacífico
Os dados do instituto indicam ainda que o fortalecimento do El Niño possui 97% de chance de perdurar e ditar as regras do clima global até o período entre março e junho de 2027, o que corresponde à primavera no Hemisfério Norte e ao outono no Hemisfério Sul.
O avanço acelerado do fenômeno foi verificado a partir do mês de junho, quando o El Niño causou uma série de alterações térmicas em uma vasta extensão da superfície do Oceano Pacífico central e leste. Nessas áreas específicas, os termômetros registraram um aumento de temperatura superior a 1°C.
O El Niño consiste no aquecimento anormal e acima da média das águas superficiais do Pacífico equatorial. Esse aquecimento em grande escala atua diretamente na atmosfera, provocando modificações severas no regime global de chuvas e alterando a circulação dos ventos em diversos continentes.
O que esperar do fenômeno “muito forte”
A NOAA pondera em seu documento que um El Niño classificado na categoria “muito forte” não atua como um gerador automático e direto de desastres ou eventos climáticos catastróficos. Na verdade, a força do fenômeno significa que há uma probabilidade estatística consideravelmente maior para a ocorrência de:
- Tempestades: Volumes de chuva severos e temporais mais frequentes em determinadas regiões;
- Forte calor: Ondas de calor intenso e elevação das temperaturas médias em diferentes partes do planeta.
Os órgãos de proteção civil globais utilizam esses dados para desenhar planos de contingência e preparar a infraestrutura urbana para os extremos climáticos previstos para os próximos trimestres. dos ventos.








