O Governo Federal deve anunciar, ainda nesta semana, a segunda fase do programa de renegociação de dívidas, que vem sendo chamado de Desenrola 2.0. A principal novidade desta edição é a permissão para que o trabalhador utilize o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para quitar débitos pendentes.
A confirmação foi feita nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com os presidentes dos principais bancos do país (Itaú, Bradesco, Santander, Nubank e BTG). O objetivo é reduzir a inadimplência em setores críticos, como o rotativo do cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC).
Como funcionará o uso do FGTS?
De acordo com o ministro, haverá um limite para o uso do fundo. O valor passível de utilização será vinculado a um percentual do saque, funcionando como uma garantia para que as instituições financeiras ofereçam taxas de juros menores.
“Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês atualmente. Com o programa, a contrapartida dos bancos será reduzir drasticamente essas taxas para quem aderir à renegociação”, explicou Durigan.
Descontos de até 90%
A expectativa do Ministério da Fazenda é de que as negociações alcancem descontos de até 90% do valor total da dívida. O governo estima que dezenas de milhões de brasileiros possam ser beneficiados nesta etapa.
O ministro ressaltou, porém, que a medida é excepcional e não será um programa recorrente. “As pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Estamos tratando de uma situação pontual para ajudar as famílias a saírem do ciclo de juros altos”, pontuou.




















