Em evento realizado pelo Bradesco em São Paulo nesta terça-feira (07), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, fez declarações contundentes sobre o futuro político e jurídico de Jair Bolsonaro. Segundo o dirigente, a vitória do partido no pleito presidencial de 2026 é decisiva para a liberdade do ex-presidente. “Se nós não ganharmos essa eleição, o Bolsonaro vai ficar mais 10 anos preso”, afirmou Valdemar.
O dirigente político aproveitou o encontro para fazer uma autocrítica sobre a eleição de 2022. Para ele, a principal razão da derrota contra Lula foi a resistência de Bolsonaro em aceitar conselhos estratégicos da cúpula do partido, citando especificamente a escolha do vice na chapa.
A “teimosia” com Braga Netto e o fator feminino
Valdemar relatou que insistiu para que a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ocupasse a vaga de vice em 2022 para tentar mitigar a rejeição de Bolsonaro entre o eleitorado feminino — agravada, segundo ele, pela condução da pandemia. No entanto, o ex-presidente manteve o general Braga Netto.
“Nós perdemos a última eleição porque nós tivemos uma teimosia muito grande do Bolsonaro. Ele ia muito mal com as mulheres e eu insisti para ele pôr a Tereza Cristina, mas ele não quis mudar”, revelou o presidente do PL.
Estratégia para 2026
Projetando o cenário eleitoral deste ano, Valdemar destacou que a união interna é essencial, prevendo uma disputa equilibrada e com alto uso de recursos por parte do governo atual. “O Lula vai gastar o que ele não tem agora para ver se tira essa diferença”, explicou.
- Favoritismo: Valdemar acredita que o PL “não tem como perder”, a menos que haja falha de capacidade executiva do próprio partido.
- Aposta em Tereza Cristina: O nome da senadora volta ao topo das discussões. Em declarações anteriores, Valdemar já havia elogiado o carisma de Tereza, embora tenha delegado a decisão final da chapa ao senador Flávio Bolsonaro.
A fala de Valdemar reforça a narrativa de que a sobrevivência política do grupo e a situação penal de Bolsonaro estão intrinsecamente ligadas ao resultado das urnas em outubro.











