Um morador que passava pelas margens do Rio Canoinhas, na localidade de Olaria, no interior de Monte Castelo, foi surpreendido ao avistar um cadáver em avançado estado de decomposição flutuando nas águas do rio no início da tarde deste domingo (24).
A descoberta mobilizou equipes de resgate e pode colocar fim à angústia de uma família que busca por um parente há exatas duas semanas em Major Vieira.
O acionamento para o Corpo de Bombeiros Militar de Monte Castelo ocorreu por volta das 13h30. A guarnição deslocou-se imediatamente para a área indicada com o suporte de uma embarcação e equipamentos especializados de busca e salvamento aquático.
Ao chegarem ao ponto indicado pelo popular, os bombeiros confirmaram a presença do corpo. O cadáver estava flutuando, mas preso e enroscado em galhadas de árvores em um trecho do rio considerado de difícil acesso físico, agravado pelo alto nível atual do volume de água e pela forte correnteza.
Para viabilizar a retirada segura do corpo sem comprometer as evidências para a perícia, os socorristas precisaram desvencilhar o cadáver dos galhos e arrastá-lo de barco por cerca de 500 metros rio abaixo, até um ponto de margem estável que permitisse o desembarque em terra firme.
Vínculo com desaparecimento em Major Vieira
Devido às peculiaridades do cadáver, às vestimentas e ao tempo estimado de óbito, as autoridades policiais trabalham com a forte linha de investigação de que o corpo seja de Cirilo Caetano da Silva, de 58 anos.

O morador está oficialmente desaparecido desde a noite de segunda-feira, 11 de maio, na cidade vizinha de Major Vieira — completando exatamente 14 dias de sumiço neste domingo.
O trajeto natural das águas do Rio Canoinhas reforça a tese geográfica de que o corpo tenha sido arrastado pela correnteza ao longo das duas últimas semanas até parar nas galhadas em Monte Castelo.
A Polícia Militar isolou a área do desembarque e ficou responsável pela custódia do local do crime para dar prosseguimento ao protocolo legal de segurança. A Polícia Científica (antigo IGP) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para recolher o corpo e realizar os exames necroscópicos que vão confirmar, de forma laboratorial e oficial, a identidade da vítima e a causa real da morte.

















