Um incêndio de grandes proporções destruiu completamente o cavalo mecânico de uma carreta na noite deste sábado (11), no quilômetro 17 da rodovia federal BR-101, em Garuva, no Norte catarinense. O incidente, registrado por volta das 18h10 nas proximidades da balança de pesagem, mobilizou o Trem de Socorro do Corpo de Bombeiro.
Ao chegarem ao local, os socorristas confirmaram a gravidade da ocorrência. O fogo consumia uma carreta do tipo sider que estava carregada com aproximadamente 33 toneladas de bobinas de papel. O motorista do veículo, um homem de 45 anos, conseguiu sair a tempo sem ferimentos aparentes e já recebia assistência das equipes de socorro da concessionária Autopista Litoral Sul.
Devido à violência das chamas, a cabine do caminhão foi totalmente carbonizada, o que impediu a identificação imediata da placa do cavalo mecânico. Os bombeiros conseguiram registrar apenas a placa do implemento (carreta), com registro no município de Guarapuava, no Paraná.
Corte de lona e força-tarefa com bombeiros de Joinville
O fogo concentrava-se na porção dianteira do semirreboque e avançava rapidamente sobre a carga de papel. Para conter o avanço, os militares montaram uma linha adutora que alimentou duas linhas de ataque direto. Os bombeiros utilizaram uma escada para alcançar a parte superior da estrutura, realizando o corte tático da lona sider para expor e resfriar as bobinas que estavam em combustão.
A operação ganhou o reforço do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, que deslocou cinco viaturas para o trecho após uma informação inicial incorreta de que o veículo transportava combustível. Ao confirmarem no local que a carga tratava-se de papel, os voluntários integraram-se ao plano de ação até a estabilização completa da cena.
Ao todo, a força-tarefa utilizou 10.000 litros de água na ocorrência, sendo 6.000 litros para o combate direto ao fogo e outros 4.000 litros para a fase minuciosa de rescaldo. Após a eliminação de qualquer risco de reignição, a rodovia foi deixada sob a responsabilidade da concessionária e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

























