O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção oficial da inflação para este ano, elevando a estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,7% para 4,5%.
Com o ajuste, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), a inflação atinge exatamente o limite máximo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que possui centro de 3% e teto de 4,5%.
A principal causa da revisão é o cenário externo instável. O acirramento dos conflitos no Oriente Médio fez o preço do barril de petróleo ultrapassar a marca dos US$ 110, pressionando os custos de combustíveis e derivados em todo o mundo.
Apesar da pressão das commodities, o governo aposta em dois fatores para evitar que a inflação fure o teto da meta:
- Valorização do Real: A moeda brasileira mais apreciada ajuda a conter o custo de importações.
- Ações Governamentais: Medidas para mitigar o repasse da alta do petróleo diretamente ao consumidor final.
Para 2027, a projeção também sofreu ajuste, subindo de 3% para 3,5%, refletindo uma persistência inflacionária maior do que a antecipada anteriormente.
Crescimento Econômico (PIB)
Mesmo com o alerta na inflação, o Ministério da Fazenda optou por manter a projeção de crescimento do PIB em 2,3% para 2026. A equipe econômica avalia que, embora os juros altos (política monetária restritiva) devam desacelerar a economia nos próximos dois trimestres, haverá uma retomada gradual no final do ano.
- Composição: O setor de serviços ganhou força no primeiro trimestre, compensando uma contribuição menor da indústria.
- Projeção 2027: Mantida em 2,6%.
Impacto no Orçamento
Os novos números servirão de base para o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que será enviado ao Congresso na próxima sexta-feira (22).
O documento é crucial, pois definirá se haverá necessidade de bloqueios ou contingenciamentos de verbas no Orçamento federal para garantir o cumprimento das metas fiscais.

















