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Ex-governador Carlos Moisés volta ao cenário político e anuncia pré-candidatura a deputado federal

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Filiado ao União Brasil, ex-chefe do Executivo catarinense oficializou intenção de disputar vaga em Brasília durante evento em Tubarão.

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Longe dos holofotes desde seu fracassado projeto de reeleição, o ex-governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (União Brasil), confirmou oficialmente nesta sexta-feira (15) seu retorno à disputa eleitoral.

Em evento realizado na sede da Associação Empresarial de Tubarão (ACIT), no Sul do Estado, Moisés anunciou sua pré-candidatura ao cargo de deputado federal nas eleições de 2026. A movimentação marca o retorno do ex-governador à linha de frente da política após o término de seu mandato em 2022.

Moisés havia oficializado sua entrada no União Brasil no dia 31 de março deste ano, consolidando sua nova casa política para o pleito que se aproxima.

Durante o lançamento, que reuniu prefeitos da Amurel (Associação de Municípios da Região de Laguna), lideranças partidárias e representantes do setor produtivo, o ex-governador traçou as prioridades de sua plataforma:

  • Municipalismo: Defesa de uma interlocução direta entre Brasília e as administrações locais.
  • Infraestrutura: Foco na atração de recursos para obras regionais.
  • Sistema de Justiça: Proposição de debates sobre a legislação e o funcionamento do Judiciário.

“Minha atuação em Brasília terá como foco o fortalecimento dos municípios, garantindo que os recursos cheguem onde a vida das pessoas acontece”, destacou Carlos Moisés durante o ato.

O anúncio ocorre em um momento de reorganização das forças políticas no estado. No entanto, a trajetória do ex-governador ainda carrega as marcas de sua gestão durante a crise sanitária global, especialmente o episódio da compra dos 200 respiradores pulmonares com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, caso que gerou CPIs e processos judiciais ao longo de seu mandato.

Carlos Moisés foi absolvido das acusações no caso da compra dos respiradores. O desfecho do processo ocorreu em maio de 2021, quando o Tribunal Especial de Julgamento rejeitou o impeachment por falta de votos para a condenação. Posteriormente, em maio de 2023, o inquérito civil foi arquivado pelo Ministério Público de Santa Catarina.

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