Bronquiolite: pediatra alerta para sinais de esforço respiratório e como evitar casos graves

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Doença é uma das principais causas de internação infantil; vacinação de gestantes contra o VSR e higiene reforçada são as principais estratégias de proteção.

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A tosse começa, o nariz escorre e tudo parece apenas um resfriado. Mas, em alguns bebês, principalmente os menores de 2 anos, esse quadro pode evoluir rapidamente para uma bronquiolite. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde de Canoinhas alerta que a doença está entre as principais causas de internação infantil durante os meses de maior circulação dos vírus respiratórios.

Segundo o pediatra Adriano Cremasco Salvador, o principal sinal de alerta não é apenas a tosse, mas a dificuldade para respirar. “Quando a criança está com sinais de esforço respiratório, ou seja, falta de ar, cansaço para respirar, isso não pode esperar. É atendimento médico o quanto antes”, orienta o médico.

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, as pequenas vias que levam o ar até os pulmões. O principal causador é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 75% a 80% dos casos, embora outros vírus respiratórios também possam provocar a doença.

“A bronquiolite começa como um quadro gripal, indiferenciável de um resfriado comum. Se o vírus atingir os bronquíolos, a criança pode apresentar chiado e falta de ar”. Nos bebês menores, o esforço para respirar também dificulta a mamada, aumentando o risco de desidratação.

Os pais devem observar o comportamento da criança e não apenas a presença de tosse.
O pediatra explica que um dos principais sinais é o chamado esforço respiratório.
“No pescoço afunda toda vez que a criança respira. As costelas ficam aparecendo e a barriguinha acompanha esse movimento. Parece uma pessoa que acabou de fazer um esforço físico intenso e ainda está tentando recuperar o fôlego”.

Também merecem atenção:
•    respiração muito rápida; 
•    chiado intenso; 
•    batimento das asas do nariz; 
•    pausas para respirar; 
•    dificuldade para mamar; 
•    sonolência excessiva; 
•    lábios, língua ou unhas arroxeados. •    

Não existe um medicamento capaz de eliminar o vírus causador da bronquiolite.
Nos casos leves, o tratamento é feito em casa com hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico, controle da febre e acompanhamento médico.

Quando há comprometimento respiratório, pode ser necessária internação para oferta de oxigênio e outras medidas de suporte.

“A bronquiolite não tem um tratamento específico que elimine o vírus. Quando o quadro é grave, a criança pode precisar de internação para receber oxigênio e, em situações mais graves, até ventilação mecânica”, explica o pediatra.

Atenção redobrada nos menores de seis meses
Embora qualquer bebê possa desenvolver bronquiolite, os casos mais graves costumam ocorrer entre os menores de seis meses e crianças com doenças associadas.
“Não é motivo para desespero, mas principalmente em crianças menores de seis meses é preciso atenção redobrada. Se a criança ficou cansada para respirar, não espere em casa. Procure atendimento médico”, reforça Adriano.


Prevenção 
Desde dezembro de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra o VSR para gestantes.

A aplicação é recomendada a partir da 28ª semana de gestação. Os anticorpos produzidos pela mãe atravessam a placenta e protegem o bebê nos primeiros meses de vida.  O objetivo é reduzir complicações respiratórias em bebês nos primeiros meses de vida, especialmente bronquiolite e pneumonia, doenças que costumam aumentar no período de maior circulação viral.

“A mãe produz anticorpos que passam para o bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é muito importante justamente nos primeiros meses, quando o risco de complicações é maior”, explica a enfermeira e secretária de saúde de Canoinhas, Francieli da Costa Colla. A vacina está disponível nas unidades básicas de saúde. 


Além da vacinação da gestante, algumas medidas reduzem a transmissão dos vírus respiratórios:
•    lavar as mãos antes de tocar no bebê; 
•    orientar visitantes a fazerem o mesmo; 
•    evitar contato com pessoas gripadas; 
•    reduzir visitas e aglomerações nos primeiros meses de vida; 
•    manter os ambientes ventilados; 
•    higienizar brinquedos, celulares e superfícies; 
•    não expor a criança à fumaça do cigarro; 
•    manter o aleitamento materno sempre que possível; 
•    manter a vacinação da criança e dos familiares em dia.

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