Nesta quarta-feira (1º), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou a “Operação Coluna Sul”, uma megaoperação sem precedentes contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, que mira a capacidade de articulação da organização criminosa em seis estados brasileiros, cumpriu mandados de busca e prisão em Canoinhas.

Agentes da polícia civil e militar de Canoinhas realizaram diligências em um primeiro endereço, onde o homem não foi localizado. Na sequência, após novas informações, deslocaram-se até outro imóvel, no Centro da cidade, onde o alvo da ordem judicial foi encontrado e preso. Detalhes específicos sobre os locais exatos não foram divulgados pelas autoridades.
A operação é o desdobramento da “Operação Maserati” e tem como alvo investigados suspeitos de crimes como tráfico de drogas, homicídios, associação para o tráfico, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo.
Escala nacional e confronto armado
Ao todo, a operação mobilizou o cumprimento de 320 ordens judiciais, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão. As diligências foram executadas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
A gravidade da periculosidade dos alvos ficou evidente durante a intervenção no Paraná, onde agentes foram recebidos a tiros por criminosos. Um integrante da facção, que portava uma pistola com seletor de rajada, morreu após entrar em confronto com o Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), que dava apoio ao Gaeco.
Balanço da operação
Até as 19h desta quarta-feira, o balanço parcial da “Coluna Sul” apontava resultados expressivos em diversas frentes:
- Prisões:
- Santa Catarina: 111 prisões (uma em flagrante).
- São Paulo: 16 prisões (três em flagrante), incluindo alvos em penitenciárias da capital e do interior.
- Paraná: 10 prisões (uma em flagrante).
- Rio Grande do Sul: 6 prisões (duas em flagrante).
- Minas Gerais: 2 prisões (uma em flagrante).
- Mato Grosso do Sul: 2 prisões.
- Apreensões: Além de dezenas de celulares, documentos, cartas e cadernos com anotações da facção, a operação retirou de circulação diversas armas de fogo, munições, drogas (maconha, cocaína, crack, haxixe e ecstasy) e valores em espécie.
Estrutura estratégica
O nome da operação, “Coluna Sul”, refere-se à forma como o PCC denomina o bloco estratégico formado pelos estados do Sul e Centro-Oeste do país, essencial para sua expansão nacional.
Em Santa Catarina, a logística da operação foi robusta, envolvendo 103 integrantes do Gaeco, 552 agentes de segurança, 198 viaturas e dois helicópteros, com bases operacionais distribuídas em Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste.
Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para perícia, enquanto as investigações permanecem sob sigilo.

























