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Novo complexo hospitalar é inaugurado em Mafra com investimento de R$ 110 milhões

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A capacidade estimada é de 22 mil internações e 20 mil cirurgias (eletivas, urgência e emergência) por ano.

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O Planalto Norte catarinense deu um passo decisivo para fortalecer a assistência pública à saúde. Na terça-feira (30), foi apresentada a nova torre do Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, um projeto robusto que recebeu um investimento total de R$ 110,2 milhões — sendo cerca de R$ 100 milhões provenientes do Governo do Estado.

A nova estrutura, que levou dois anos e meio para ser concluída, possui 11 pavimentos e 15,6 mil metros quadrados de área construída. O objetivo é consolidar a instituição como referência em média e alta complexidade para 39 municípios das regiões do Planalto Norte, Alto Vale do Itapocu e Alto Vale do Rio do Peixe, atendendo uma população de mais de 971 mil pessoas.

Capacidade técnica e operacional:

  • Leitos: 140 novos leitos, sendo 120 clínicos/cirúrgicos e 20 de UTI adulto.
  • Cirurgias: Centro cirúrgico com 12 salas, incluindo duas equipadas para cirurgias robóticas.
  • Eficiência: Capacidade estimada de 22 mil internações e 20 mil cirurgias (eletivas, urgência e emergência) por ano.
  • Tecnologia: Sala de recuperação pós-anestésica, Centro de Material e Esterilização (CME) de última geração e heliponto para transporte aeromédico e captação de órgãos.
Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

Homenagem e legado

Durante a solenidade, o espaço recebeu o nome de Bloco Therezinha Munaro, uma homenagem a uma técnica de enfermagem que dedicou mais de 50 anos ao hospital. A escolha do nome simboliza a valorização da trajetória, excelência técnica e humanização do cuidado, valores que o hospital pretende imprimir na nova fase.

O presidente do Hospital São Vicente de Paulo, Ivo Liebl, ressaltou que a estrutura representa a união entre alta tecnologia e atendimento humanizado. “Essa é a concretização de um sonho antigo. Nossa mensagem é de esperança e segurança, garantindo acolhimento e qualidade de vida aos pacientes”, afirmou.

Impacto socioeconômico

Além do reforço na rede de saúde, a ampliação impulsiona o desenvolvimento econômico local, com potencial para gerar mais de mil empregos diretos e fortalecer a formação de novos profissionais da medicina por meio de programas de residência médica, estágios e internatos. Segundo a direção da unidade, os novos serviços entrarão em operação de forma gradativa.

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