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Imóveis de R$ 600 mil entram nas novas regras do Minha Casa, Minha Vida

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Mudanças incluem a criação da Faixa 4 e atualização nos limites de renda e valores de financiamento; Governo projeta inclusão de mais de 120 mil famílias.

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Começam a valer a partir desta quarta-feira (22) as novas diretrizes para o financiamento habitacional pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, as alterações expandem o acesso ao crédito com a atualização dos limites de renda e o aumento no valor máximo dos imóveis, permitindo que unidades de até R$ 600 mil sejam financiadas.

O governo federal destinou cerca de R$ 31 bilhões do Fundo Social para viabilizar as mudanças, que buscam beneficiar tanto famílias de baixa renda quanto a classe média. A expectativa técnica é gerar um impacto de R$ 3,6 bilhões em novos créditos habitacionais.

Novos Limites de Renda e Faixas de Consumo

Com a atualização, o programa passa a operar com os seguintes tetos de renda mensal bruta:

  • Faixa 1: Até R$ 3,2 mil;
  • Faixa 2: Até R$ 5 mil;
  • Faixa 3: Até R$ 9,6 mil;
  • Faixa 4 (Nova): Até R$ 13 mil.

Valor dos Imóveis e Subsídios

Além da renda, o valor de mercado dos imóveis que podem ser adquiridos também subiu. Para os beneficiários da Faixa 3, o limite passou para R$ 400 mil. Já na nova Faixa 4, famílias com renda de até R$ 13 mil podem financiar imóveis de até R$ 600 mil com taxas de juros mais competitivas que as de mercado.

Segundo o Governo Federal, a medida deve incluir mais de 31 mil famílias na Faixa 3 e cerca de 8,2 mil famílias na nova Faixa 4.

O objetivo é reduzir o déficit habitacional e estimular o setor da construção civil, que possui forte peso na economia regional.

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