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Agentes funerários encontram bebê vivo 2 horas após médicos atestarem morte no interior de São Paulo

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Recém-nascido sofreu parada cardiorrespiratória e passou por 45 minutos de reanimação; funcionários notaram movimentos dentro do saco de transporte de corpos.

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Um caso impressionante mobilizou profissionais de saúde e a comunidade de Rio Claro, no interior de São Paulo. O pequeno Noah Gabriel da Cruz Santos, de apenas um mês de vida, foi encontrado com sinais vitais por agentes funerários cerca de duas horas após ter o óbito atestado por uma equipe médica.

A agente funerária Regina Célia Paschoal percebeu que o menino Noah estava vivo dentro de saco em hospital em Rio Claro (SP) — Foto: Wesley Almeida/EPTV

O recém-nascido, que havia sofrido uma parada cardiorrespiratória, estava prestes a ser preparado para o velório quando os funcionários da funerária notaram movimentos e ruídos respiratórios dentro do saco de transporte de corpos.

Agentes funerários relatam surpresa e reação rápida

A agente funerária Regina Célia Paschoal, com 17 anos de profissão, revelou em entrevista à EPTV ter ficado impressionada com o momento. “Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, como se quisesse respirar. Foi um susto e uma emoção grande de ver que fomos buscar alguém tido como morto e estava vivo”, relatou.

O colega de trabalho, Matheus Batagello, chegou a suspeitar de um espasmo involuntário, mas imediatamente acionou os profissionais do hospital para reavaliar a criança.

Ao ser reexaminado, o bebê teve o retorno dos sinais vitais confirmado e foi encaminhado imediatamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.

Foto que os pais tiraram com o Noah após eles serem chamados para retornar à Santa Casa de Rio Claro porque ele apresentou sinais vitais — Foto: Arquivo Pessoal

Entenda a sequência dos fatos

  • Nascimento e internação: Noah nasceu em 15 de junho e permaneceu internado na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro aguardando transferência cirúrgica.
  • A parada cardíaca: No dia 15 de julho, ao completar um mês, sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou procedimentos de reanimação por 45 minutos. Sem respostas, o óbito foi declarado.
  • Despedida e transporte: O bebê permaneceu cerca de uma hora com os pais para a despedida e depois foi movido ao setor de recolhimento, onde ficou até a chegada da funerária.
  • Transferência especializada: Após ser resgatado com vida, Noah respondeu bem aos cuidados de emergência e foi transferido na sexta-feira (17) para o Centrinho da USP em Bauru, onde segue em tratamento especializado.

A Santa Casa informou que não houve falha e que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, porém não descreveu quais critérios foram adotados para a declaração do óbito do bebê.

Mãe vê milagre e afasta suspeita de negligência

Apesar do susto, a mãe do menino, Letícia Cristina da Cruz Santos, declarou nas redes sociais que não acredita em erro ou negligência por parte dos médicos, ressaltando que a equipe fez o possível para reanimar o filho durante a crise.

Ela disse, ainda, que Noah foi bem atendido durante os 32 dias em que esteve internado na Santa Casa e que não houve negligência médica. “Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou, o quanto ela lutou para tentar reanimar ele”.

“Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro que continua lutando para ficar bem. Cremos no nosso milagre por completo […] milagre não se explica, se vive”, disse ela.

Em um vídeo, compartilhado nas redes sociais, Letícia contou que está em êxtase e anestesiada. “Às vezes acho que estamos sonhando. Eu e meu esposo olhamos para ele no hospital e ele estava ali, se mexendo, batendo as perninhas e de olhos abertos. A gente fica maravilhado”, comemorou a mãe.

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