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Prefeitura é condenada por deixar funcionário seis meses sem trabalhar

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Operador de máquinas permaneceu seis meses sem atribuições após desentendimento sobre remanejamento de função.

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A Justiça de Santa Catarina manteve a decisão que obriga a Prefeitura de Erval Velho, no Meio-Oeste catarinense, a pagar R$ 10 mil de indenização a um funcionário público.

A condenação aconteceu porque o município cometeu assédio moral ao deixar o trabalhador sem nenhuma tarefa durante o expediente por cerca de seis meses — situação conhecida no meio jurídico como “ócio forçado”.

O funcionário trabalhava como operador de máquinas e era o responsável por dirigir uma patrola (motoniveladora). Em junho de 2024, por ordem do prefeito, a máquina foi passada para outro colega. Após uma discussão sobre a mudança de função, o trabalhador deixou de receber novas ordens de serviço.

Testemunhas confirmaram na Justiça que, entre junho e dezembro de 2024, o servidor cumpria o horário no barracão de obras da prefeitura apenas sentado, sem fazer nada. Ele chegou a fazer um pedido formal para que a prefeitura informasse quais seriam suas novas tarefas, mas não obteve resposta.

Ao analisar o recurso, os juízes destacaram que a prefeitura tem o direito de mudar a função dos seus funcionários conforme a necessidade.

Porém, a administração pública não pode simplesmente deixar um trabalhador encostado. Se o município entendia que o servidor estava descumprindo ordens, deveria ter aberto um processo de investigação disciplinar, e não deixá-lo sem trabalho. A indenização de R$ 10 mil será paga com juros e correção monetária.

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