A executiva nacional do partido Cidadania chancelou e aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (22), o apoio à pré-candidatura do deputado federal e ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG) para a disputa à Presidência da República.
A movimentação consolida o alinhamento das siglas, uma vez que o Cidadania e o PSDB encontram-se unidos sob o formato institucional de federação partidária desde o pleito de 2022 — o que obriga os partidos a atuarem de forma unificada e a tomarem decisões programáticas em conjunto.
O anúncio oficial foi celebrado publicamente pelo presidente nacional do Cidadania, o deputado Alex Manente. Em nota oficial emitida pelo partido, o dirigente defendeu que o nome do tucano mineiro surge no tabuleiro eleitoral com o peso de uma alternativa viável de “terceira via”, com potencial técnico para dialogar com diferentes espectros sociais, romper a forte polarização política que divide o Brasil e trazer o debate de volta aos problemas estruturais imediatos do país.
De acordo com a avaliação de Manente, Aécio Neves reúne os requisitos políticos e a experiência de gestão necessários para conduzir um plano de governo equilibrado.
“O dirigente do PSDB tem condições para liderar uma agenda centrada em responsabilidade fiscal, fortalecimento das instituições e crescimento sustentável, equilibrando as pautas econômica e ambiental”, destacou o presidente do Cidadania.
Negociações e o histórico de 2014
Antes da consolidação de seu nome na federação, Aécio Neves vinha costurando costuras políticas de ampliação e tentou abrir espaço na chapa para o ex-ministro Ciro Gomes. O parlamentar tucano chegou a formular um convite público para que o pedetista integrasse o projeto e disputasse a chefia do Palácio do Planalto pela federação. Ciro, no entanto, recusou a investida federal e optou por consolidar sua pré-candidatura ao governo do estado do Ceará.
Com o aval unânime do Cidadania, o caminho burocrático e partidário para a oficialização de Aécio na corrida presidencial ganha musculatura.
Atualmente ocupando uma cadeira na Câmara dos Deputados e exercendo o cargo de presidente nacional do PSDB, esta será a primeira vez que o mineiro tenta retornar à disputa presidencial direta desde as eleições de 2014. Naquele ano, ele protagonizou um dos pleitos mais acirrados da história recente do país, sendo derrotado no segundo turno pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

















