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Vice-prefeito de Lages sofre acidente na BR-116 durante suposta fuga do GAECO

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Jair Junior colidiu frontalmente contra um caminhão; político é réu por violência doméstica e por dano ao carro oficial da prefeita Carmen Zanotto.

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O vice-prefeito de Lages, Jair da Costa Teixeira Junior, ficou ferido na noite desta quinta-feira (21) após se envolver em um grave acidente de trânsito no quilômetro da BR-116, na mesma cidade, na Serra Catarinense.

De acordo com informações preliminares, a colisão ocorreu por volta das 19h50, durante o que aponta ser uma tentativa de fuga de equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que estaria cumprindo um mandado de prisão de uma decisão proferida na tarde desta quinta. Jair Júnior, ao ver os agentes, teria fugido e batido de frente com um caminhão.

O veículo conduzido pelo vice-prefeito colidiu frontalmente contra uma carreta. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para realizar o desencarceramento e o socorro da vítima. Durante o atendimento na pista, os socorristas identificaram ferimentos cortantes e suspeita de fratura nos membros inferiores.

Apesar da gravidade do impacto, Jair Junior permaneceu consciente, orientado e relatou lembrar de toda a dinâmica do ocorrido. Ele foi encaminhado para atendimento médico hospitalar sob a escolta direta de agentes do Gaeco.

Histórico de polêmicas e processos na Justiça

Jair Junior acumula uma série de litígios no Poder Judiciário catarinense. Ele é réu em uma ação penal movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) após denúncias graves feitas por sua ex-namorada, que o acusa de agressão física, sufocamento e cárcere privado.

Além disso, o vice-prefeito responde judicialmente por um episódio de vandalismo contra a própria administração municipal: ele é acusado de cravar pregos nos pneus do automóvel oficial utilizado pela prefeita de Lages, Carmen Zanotto (Republicanos).

Jair Junior, advogado e vice-prefeito de Lages, é réu em duas ações na Justiça. — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Cenário de incertezas e a presença do Gaeco

Os desdobramentos jurídicos da noite de ontem ainda são cercados de informações contraditórias nos bastidores. Inicialmente, cogitou-se que a abordagem seria para o cumprimento de um mandado de prisão decorrente do caso de violência doméstica.

Contudo, geralmente uma condenação em primeira instância não gera, em regra, a execução provisória da pena enquanto houver direito a recursos.

Diante disso, ganham força duas hipóteses principais de bastidores:

  • Prisão Preventiva: A ordem judicial de prisão pode ter sido expedida em caráter preventivo por descumprimento de medidas cautelares ou novas ameaças, o que justificaria a urgência da captura;
  • Nova Investigação: A presença do Gaeco na ocorrência chama a atenção. Como o braço do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) atua de forma estrita no combate a organizações criminosas, corrupção, lavagem de dinheiro e crimes estruturados de colarinho branco, a operação pode estar vinculada a uma nova linha de investigação sigilosa envolvendo o mandato ou a administração pública, sem relação com os crimes de violência doméstica (que tramitavam em vara suspensa).

Até o início da manhã desta sexta-feira, nem a Secretaria de Segurança Pública, nem o Ministério Público haviam divulgado oficialmente a natureza do mandado de prisão, os fundamentos jurídicos da ordem ou se a operação engloba outras medidas simultâneas de busca e apreensão.

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