Em um movimento estratégico de prevenção, o governador Jorginho Mello assinou, nesta segunda-feira (18), o decreto que estabelece estado de alerta climático em todo o território de Santa Catarina. O ato, realizado na sede da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, visa preparar o estado para os possíveis impactos do fenômeno El Niño, previsto para ganhar força a partir de julho.
Diferente de uma situação de calamidade, o alerta é uma ferramenta administrativa que permite ao Governo se antecipar aos desastres, mobilizando recursos, equipes e equipamentos antes que as chuvas causem danos severos.
O fator El Niño
Embora Santa Catarina viva um momento de neutralidade climática, meteorologistas da Defesa Civil apontam uma probabilidade de 80% de início do El Niño entre julho e agosto. O fenômeno é conhecido por elevar drasticamente o volume de chuvas no Sul do Brasil, aumentando o risco de:
- Enchentes e inundações graduais;
- Deslizamentos de terra em encostas;
- Enxurradas repentinas.
Gatilhos para resposta rápida
Uma das principais inovações do decreto é a criação de “gatilhos objetivos”. Se qualquer um desses critérios for atingido, o Governo do Estado deverá decretar situação de emergência em até 24 horas:
- Chuva superior a 80 milímetros em 24 horas;
- Desabrigamento de famílias ou interrupção de serviços essenciais;
- Ocorrência de deslizamentos;
- Emissão de alertas de nível laranja ou vermelho pela Defesa Civil.
Mobilização e recursos
O decreto, que tem vigência inicial de 180 dias, autoriza o uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) e a convocação extraordinária de servidores. Além disso, as prefeituras catarinenses foram orientadas a intensificar a limpeza de sistemas de drenagem e a fiscalização de áreas de risco.
“O decreto é mais uma medida preventiva para garantir agilidade e proteger a população catarinense”, afirmou o governador Jorginho Mello, destacando os investimentos em tecnologia e modernização de barragens.
O secretário da Proteção e Defesa Civil, Cel. BM Fabiano de Souza, reforçou que o Estado ampliou os protocolos de resposta e a integração com os municípios para reduzir riscos e, acima de tudo, proteger vidas.

















