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Piloto de 71 anos morre carbonizado após queda de helicóptero no Vale do Itajaí

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Aeronave modelo Robinson R44 bateu contra cabos de alta tensão e caiu em Testo Central, Pomerode; segundo a Anac, o helicóptero estava proibido de voar por documento vencido.

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Um grave acidente aeronáutico resultou na morte de um idoso na manhã desta quinta-feira (21), no bairro Testo Central, em Pomerode, no Vale do Itajaí. O piloto Hans Ulrich Frank, de 71 anos, morreu carbonizado após o helicóptero que ele conduzia, um modelo Robinson R44, colidir contra cabos de alta tensão e cair em uma área de campo de difícil acesso.

A queda ocorreu por volta das 8h40. Equipes dos Bombeiros Voluntários de Pomerode foram as primeiras a chegar ao local do sinistro e encontraram a aeronave completamente tomada pelas chamas. Após o combate ao fogo, os socorristas constataram o óbito do único ocupante.

Rede elétrica partida e forte nevoeiro

O atendimento à ocorrência contou com o apoio do helicóptero Arcanjo-03, do Corpo de Bombeiros Militar. O piloto do Arcanjo, capitão Jefferson Luiz Machado, relatou que as condições meteorológicas adversas dificultaram a localização dos destroços.

“Tivemos dificuldade para encontrar o local do sinistro devido a um banco de nevoeiro. Durante um sobrevoo de três minutos, a gente identificou uma rede de alta tensão partida pela metade e, logo em seguida, a cerca de 400 metros de distância, a aeronave em chamas”, detalhou o capitão.

A suspeita inicial é de que a falta de visibilidade provocada pela forte neblina matinal tenha feito com que o piloto não avistasse a torre e os cabos de energia.

Aeronave operava de forma clandestina

Consultas realizadas ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), revelaram que o helicóptero não tinha autorização legal para voar. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) da aeronave estava vencido desde agosto de 2024.

O CVA é o documento obrigatório que comprova que a manutenção e os padrões de segurança do helicóptero estão em dia. De acordo com os regulamentos da Anac, voar com o certificado vencido configura operação ilegal.

A área do acidente foi totalmente isolada para os trabalhos da Polícia Científica e recolhimento do corpo. A investigação sobre as causas e responsabilidades da queda ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira.

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