O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) confirmou os fundamentos jurídicos que motivaram a operação policial e o subsequente acidente automobilístico envolvendo o agente político de Lages, Jair Junior, na Serra Catarinense, na noite desta quinta-feira (21). O réu, identificado no âmbito processual como Lair Junior (ex-vice-prefeito do município), foi formalmente condenado a uma pena consolidada de 10 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.
A sentença assinada pelo juízo da 2ª Vara Criminal da comarca de Lages julgou procedentes as denúncias oferecidas pelo órgão ministerial, tipificando a conduta do político em quatro crimes cometidos no âmbito da violência doméstica e familiar contra a sua ex-companheira:
- Lesão corporal;
- Cárcere privado;
- Constrangimento ilegal; e
- Perseguição (stalking).
Além da severa reprimenda privativa de liberdade, o Poder Judiciário determinou expressamente a perda do mandato eletivo do condenado. A denúncia inicial havia sido protocolada pelo MPSC em abril de 2025, após investigações detalhadas sobre o histórico de agressões físicas e psicológicas sofridas pela vítima.
A razão da atuação do Gaeco e a tentativa de fuga
O mistério em torno da participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na ocorrência foi esclarecido pelas autoridades. A 2ª Vara Criminal de Lages requereu formalmente o apoio operacional do grupo tático devido às prerrogativas e especificidades do caso, bem como pela reconhecida expertise do Gaeco em cumprir mandados e diligências de alta complexidade que envolvam agentes públicos e políticos detentores de cargos eletivos.
Ao tomar ciência da expedição imediata do seu mandado de prisão preventiva e condenatória, o réu entrou em seu automóvel e iniciou uma tentativa de fuga em alta velocidade.
A perseguição estendeu-se até o trecho da rodovia federal BR-116, onde o político acabou perdendo o controle da direção e colidindo de frente contra um caminhão por volta das 19h50.
Jair Junior foi retirado das ferragens com fraturas nos membros inferiores, imobilizado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado sob custódia policial estrita ao hospital da região. O processo criminal principal tramita sob segilo de Justiça para preservar a intimidade e a integridade da vítima.

















