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Imposto dos combustíveis pode cair se arrecadação com petróleo subir, propõe governo

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Projeto de Lei Complementar prevê que royalties e lucros do pré-sal compensem cortes no PIS/Cofins e Cide.

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O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional, nesta quinta-feira (23), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114 de 2026, que estabelece um sistema de compensação tributária para os combustíveis. A proposta visa utilizar o aumento da arrecadação com receitas extraordinárias do petróleo (como royalties e venda do pré-sal) para custear a redução de impostos federais sobre diesel, gasolina e etanol.

Diferente de um corte direto e imediato, a medida cria um mecanismo de ajuste. Segundo o Ministério da Fazenda, a intenção é “minorar o impacto da guerra” no Oriente Médio sobre o preço final nas bombas, garantindo a neutralidade fiscal, ou seja, sem gerar rombo no orçamento.

Como funcionará o mecanismo?

A proposta permite que o Presidente da República edite decretos de desoneração assim que for constatado um aumento extraordinário nas receitas do petróleo. Confira os pontos principais:

  • Impostos atingidos: PIS, Cofins e Cide.
  • Produtos: Diesel, gasolina, etanol e biodiesel.
  • Duração: Os cortes valeriam por períodos de dois meses, com revisões constantes.
  • Impacto: A cada R$ 0,10 de redução nos tributos da gasolina por dois meses, o custo de compensação é estimado em R$ 800 milhões.

Articulação no Congresso

Atualmente, o diesel e o biodiesel já estão com PIS e Cofins zerados, mas a gasolina e o etanol seguem com tributação normal. O projeto deve ser discutido com líderes da Câmara na próxima terça-feira. Segundo o governo, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizaram apoio à proposta.

A medida é vista como uma tentativa de dar previsibilidade ao mercado e evitar que a volatilidade internacional do barril de petróleo seja repassada integralmente ao consumidor brasileiro.

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