O ex-deputado Alexandre Ramagem quebrou o silêncio nesta quinta-feira (16) após ser liberado de um centro de detenção migratória em Orlando, nos Estados Unidos. Em vídeo (abaixo) publicado nas redes sociais, Ramagem contestou a versão da Polícia Federal (PF) brasileira, que o acusa de usar um passaporte parlamentar irregular e de ser foragido da Justiça após uma condenação a 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
Ramagem afirmou que entrou legalmente em território norte-americano em setembro de 2025 e que possui um pedido de asilo político em análise, o que garantiria seu status de permanência, além de ter as filhas matriculadas em escola pública na Flórida.
Segundo ele, sua liberação foi administrativa e ocorreu sem a necessidade de pagamento de fiança após esclarecimentos prestados ao governo de Donald Trump.
Ataques à direção da Polícia Federal
No vídeo, o ex-deputado subiu o tom contra o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chamando-o de “vergonha” e acusando a corporação de perseguição política.
“Essa nossa Polícia Federal de outrora, com tanta credibilidade, se tornou o quê? Uma polícia de jagunços desse diretor-geral Andrei Rodrigues, que declarou haver uma cooperação policial internacional contra uma situação de completa regularidade. Uma vergonha de diretor-geral. Tem que ser afastado imediatamente das funções”, dispara Ramagem.
Ramagem tabém mencionou uma viagem de Rodrigues a Londres em 2024, paga por um banqueiro, para questionar a credibilidade da atual gestão.
- Versão da PF: A corporação sustenta que a detenção foi fruto de cooperação internacional e que Ramagem é monitorado desde o ano passado, quando fugiu do Brasil via fronteira com a Guiana.
- Apoio Político: O ex-deputado agradeceu publicamente ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ao senador Hiran Gonçalves (PP-RR) por intermediarem o contato com as autoridades dos EUA durante sua detenção.
Cenário Político
Ramagem, que teve seu mandato cassado no fim de 2025, vive atualmente na Flórida com a família. Ele encerrou sua declaração reforçando críticas ao governo Lula e manifestando apoio a Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).








