O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), utilizou suas redes sociais na manhã deste domingo (31) para compartilhar um vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA) que ironiza diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A publicação ocorre no rastro do recente anúncio do governo dos Estados Unidos, que enquadrou as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações “narcoterroristas”.
Na animação satírica, o presidente Lula aparece caminhando em frente à Casa Branca, em Washington, vestindo sapatos de salto alto e uma camiseta com a estampa escrita: “Trump, deixe nossos bandidos em paz”.
Caiu na rede! pic.twitter.com/AW529hHHMG
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 31, 2026
Disputa de narrativa e bastidores políticos
A postagem faz parte de uma ofensiva de críticas que o senador fluminense vem adotando contra a postura diplomática e de segurança do governo federal brasileiro. De acordo com informações de bastidores divulgadas pela revista Veja, Flávio Bolsonaro tem buscado se posicionar publicamente como um dos articuladores políticos e interlocutores da medida drástica anunciada pela gestão de Donald Trump.
Contudo, a versão de que o parlamentar brasileiro teria influenciado a decisão foi formalmente rebatida pelas autoridades americanas. Na última sexta-feira (29), a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, afirmou categoricamente que a classificação do PCC e do CV como grupos terroristas foi uma decisão autônoma do governo Trump, sem qualquer interferência ou influência do senador e pré-candidato do PL.
Governo Federal teme possibilidade de intervenção externa
A reação do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores à canetada de Washington foi de forte cautela e desconforto. O governo federal manifestou preocupação pública com os desdobramentos jurídicos e de soberania nacional após a nova classificação internacional das facções.

O principal receio externado pelo presidente Lula e por integrantes do Executivo é de que o enquadramento de organizações criminosas que atuam em território nacional sob o rótulo de grupos terroristas possa, eventualmente, ser utilizado pelos Estados Unidos como uma justificativa legal para ações unilaterais ou algum tipo de intervenção externa no Brasil.











