telemedicina

Anvisa autoriza cultivo de cannabis para fins medicinais e venda em farmácias de manipulação

Avatar photo
Nova regulamentação atende determinação do STF; Brasil já soma quase 900 mil pacientes em tratamento e mercado fatura R$ 971 milhões.

LEIA TAMBÉM

Em uma decisão histórica nesta quarta-feira (28), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que amplia significativamente o uso de terapias à base de cannabis no Brasil.

A norma agora permite o cultivo da planta no país por pessoas jurídicas e a venda de produtos em farmácias de manipulação, desde que voltados exclusivamente para fins medicinais e de pesquisa.

O que muda com a nova regra?

A resolução detalha como será a produção e a venda dos medicamentos:

  • Produção Nacional: Empresas (pessoas jurídicas) podem cultivar a planta para fabricar remédios aprovados pela Anvisa. A produção deve ser restrita à demanda real do mercado.
  • Venda em Farmácias: Farmácias de manipulação agora podem comercializar produtos à base de canabidiol.
  • Vias de Uso: Fica permitida a venda de medicamentos para uso bucal, sublingual e dermatológico.
  • Limite de THC: O material (nacional ou importado) deve ter um limite de até 0,3% de THC (composto psicoativo), garantindo o foco terapêutico no tratamento de doenças debilitantes e crônicas.

Fiscalização e segurança

Para garantir que a planta não seja desviada para outros fins, a Anvisa coordenará um comitê com os Ministérios da Justiça, Saúde e Agricultura. Esse grupo fiscalizará todas as etapas, desde o plantio até a prateleira da farmácia.

Cenário em números (2025/2026)

O Brasil vive uma curva ascendente na aceitação dessas terapias:

  • Pacientes: 873 mil pessoas em tratamento no país (número recorde).
  • Faturamento: O mercado movimentou R$ 971 milhões em 2025.
  • Prescrições: Estima-se que até 15 mil médicos receitem cannabis mensalmente no Brasil.
  • Municípios: 85% das cidades brasileiras já tiveram ao menos um paciente tratado com cannabis desde 2019.

A medida foi recebida com otimismo por associações de pacientes, que veem na regulamentação uma forma de reduzir a insegurança jurídica e aumentar o acesso a tratamentos que, muitas vezes, dependiam de importações caras ou decisões judiciais.

Notícia Anterior

TRÂNSITO
Colisão entre Mercedes e moto deixa jovem ferido no centro de Papanduva

Próxima Notícia

ECONOMIA
Dívida pública pode alcançar até R$ 10,3 trilhões em 2026

VOCÊ VIU?