O Tesouro Nacional divulgou, nesta quarta-feira (28), o Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2026. Os números mostram que a Dívida Pública Federal (DPF), que encerrou o ano passado em patamar recorde (R$ 8,6 trilhões), deve continuar em trajetória de alta, podendo atingir entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões até o fim de dezembro.
Estratégia: Mais Selic, menos juros fixos
Para este ano, a estratégia do governo é aumentar a oferta de títulos corrigidos pela Taxa Selic (juros básicos da economia), que devem representar até 50% da dívida total.
- O motivo: Atrair investidores que buscam a rentabilidade dos juros altos.
- O risco: Quando o Banco Central sobe a Selic, o custo dessa dívida para o governo aumenta automaticamente, pressionando ainda mais as contas públicas.
Composição da Dívida (Projeção 2026):
- Ligada à Selic: 46% a 50%
- Ligada à Inflação (IPCA): 23% a 27%
- Prefixados (Juros fixos): 21% a 25%
- Ligada ao Câmbio (Dólar): 3% a 7%
O Governo tem fôlego?
Apesar dos números astronômicos, o Tesouro Nacional garante que possui mecanismos de segurança para evitar crises de financiamento:
- Colchão de Liquidez: O governo tem reservado R$ 1,18 trilhão, valor suficiente para pagar os vencimentos da dívida interna pelos próximos sete meses sem precisar pegar novos empréstimos.
- Reservas Internacionais: O Brasil possui dólares suficientes para quitar toda a dívida externa que vence em 2026 (R$ 33,3 bilhões).
Entenda a Dívida: A dívida pública é o dinheiro que o governo pega emprestado de investidores (bancos, fundos e até pessoas físicas) para pagar suas contas. Em troca, o governo devolve o dinheiro com juros após um determinado prazo.












