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Bombeiros encerram buscas após localizar o corpo de menino de 9 anos em Juiz de Fora

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Somente na família dele, morreram ele, a mãe, a irmã, a avó e o padrasto; tragédia das chuvas na Zona da Mata já soma 72 mortos.

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A tragédia causada por deslizamentos e enchentes na Zona da Mata atingiu a marca de 72 mortes confirmadas na manhã deste domingo (1º). Em entrevista coletiva, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que os corpos foram encaminhados ao IML, sendo a grande maioria das vítimas de Juiz de Fora (65) e as demais de Ubá (7).

O Corpo de Bombeiros encerrou as buscas em Juiz de Fora na noite de sábado (28), após encontrar o corpo do pequeno Pietro Cesar Teodoro Freitas, de 9 anos. Somente na família dele, morreram ele, a mãe, a irmã, a avó e o padrasto.

O corpo da irmãzinha, Sophia Teodoro Reis Oliveira, de 6 anos, foi encontrado na noite desta quinta-feira (26). Pietr e Sophia eram filhos da técnica de enfermagem Jaqueline Teodoro de Fátima Vicente, de 32 anos, que morreu após ser resgatada com vida dos escombros.

O deslizamento de terra que atingiu a residência da família ocorreu na madrugada de terça-feira (24), durante o temporal que castigou a cidade.  No momento da tragédia, estavam no imóvel Jaqueline, os dois filhos, a mãe dela, Neide Aparecida, de 58 anos, o namorado David Pedro de Souza.

Família estava no imóvel no momento do desastre — Foto: Arquivo Pessoal

Jaqueline foi a única pessoa resgatada com vida. Ela passou mais de 15 horas soterrada e foi retirada dos escombros com fratura no fêmur e diversas escoriações pelo corpo, mas morreu horas depois.

Uma pessoa segue desaparecida em Ubá, onde as buscas serão intensificadas. 

As operações foram descritas como exaustivas devido aos terrenos íngremes e à instabilidade do solo. Apesar do alto número de óbitos, as forças de resgate conseguiram salvar 196 pessoas com vida entre os dois municípios.

A situação humanitária, porém, segue crítica: mais de 8,5 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas em Juiz de Fora e cerca de 400 em Ubá, aguardando auxílio e a estabilização das condições climáticas para avaliar os danos em suas residências.

Em um esforço conjunto, as Defesas Civis municipais, estadual e federal se concentram agora na vistoria dos imóveis em locais de risco e pedem a colaboração da população local. 

A Polícia Militar informou que reforçará o policiamento dos imóveis atingidos pelas chuvas e também daqueles que estão em risco, além de proteger as famílias que estão nos abrigos das cidades. 

Já a Polícia Civil segue trabalhando principalmente em três frentes: na liberação dos corpos identificados, para que sejam velados pelas famílias, em mutirões para a emissão de documentos para a população e no combate a golpes. 

A corporação reforçou que é necessário cuidado ao fazer doações, especialmente por Pix, para contas desconhecidas. Quem deseja ajudar, deve procurar canais oficiais e buscar orientações das prefeituras. 

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