A Petrobras comunicou nesta segunda-feira (02) que suas operações de importação e exportação permanecem seguras e que não há risco imediato de interrupção, mesmo diante do agravamento da guerra no Oriente Médio. A nota da companhia surge após o governo do Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei.
A estatal brasileira reforçou que seus fluxos são majoritariamente realizados fora da região de crise e que rotas existentes podem ser redirecionadas conforme a necessidade.
Embora a Petrobras mantenha a cautela sobre reajustes, o mercado internacional reagiu com força: o petróleo subiu 13%, atingindo US$ 82 por barril, o maior patamar em mais de um ano.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) avalia que, embora o risco já estivesse “precificado” pelo mercado, as refinarias privadas brasileiras devem iniciar movimentos de alta nos próximos dias.
O setor projeta que o barril deve flutuar na casa dos 80 dólares durante as próximas semanas de conflito, sem previsão de retorno aos patamares de 60 dólares vistos anteriormente.
Panorama do conflito e impactos:
- Estratégia: Especialistas acreditam que o conflito pode durar semanas ou meses, mantendo o preço da commodity elevado.
- O Bloqueio: Irã ameaça incendiar qualquer navio que tente cruzar o Estreito de Ormuz.
- Petróleo: Alta imediata de 13%, superando a marca de US$ 82/barril.
- Brasil: Petrobras utiliza rotas alternativas; importadores preveem pressão nos preços domésticos.


















