O Brasil se despede neste sábado (10) de um de seus maiores dramaturgos. Manoel Carlos, carinhosamente conhecido como Maneco, faleceu aos 92 anos no Hospital Copa Star, em Copacabana. A notícia foi confirmada pela família, que solicitou privacidade.
O autor enfrentava a Doença de Parkinson, que no último ano havia impactado seu desenvolvimento motor e cognitivo.
O Legado das “Helenas”
A marca registrada de Maneco foi a criação das protagonistas chamadas Helena. De Lilian Lemmertz (a primeira, em 1981) a Julia Lemmertz (a última, em 2014), essas personagens simbolizavam a mãe brasileira: imperfeita, sacrificada e cujo amor pelos filhos era o motor de toda a história. Entre as mais icônicas estão as vividas por Regina Duarte e Vera Fischer.
Principais obras:
- Baila Comigo (1981)
- Felicidade (1991)
- História de Amor (1995)
- Por Amor (1997)
- Laços de Família (2000)
- Mulheres Apaixonadas (2003)
- Páginas da Vida (2006)
Carreira
Com uma trajetória que começou nos palcos aos 17 anos, Maneco foi um artista completo: ator, diretor, produtor e escritor. Na Rede Globo, onde ingressou em 1972, chegou a ser diretor-geral do Fantástico. Ele deixa duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. O velório será restrito a familiares e amigos íntimos.
Carioca de coração
Manoel Carlos nasceu em 1933, em São Paulo. Apesar disso, sempre se considerou carioca de coração.
Filho de um comerciante e uma professora, Maneco começou sua trajetória profissional aos 14 anos como auxiliar de escritório, mas já estava conectado às artes desde então, se reunindo diariamente com um grupo de jovens na Biblioteca Municipal de São Paulo para ler e discutir literatura e teatro.
Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fabio Sabag, Flávio Rangel e Antunes Filho faziam parte deste grupo, batizado de Adoradores de Minerva.
Manoel é pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista de novelas Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras. O autor teve outros três filhos, que faleceram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida (morto em 1988), o diretor Manoel Carlos Júnior (2012) e o o estudante de teatro Pedro Almeida (que morreu aos 22 anos, em 2014).





