Três décadas após a tragédia que interrompeu o fenômeno mais explosivo da música brasileira, os integrantes do Mamonas Assassinas receberão uma homenagem que promete ressignificar a dor do luto.
Nesta segunda-feira (23), os corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli serão exumados no Cemitério Primaveras para um processo de cremação autorizado pelas famílias.
A iniciativa dará origem ao Jardim BioParque Memorial Mamonas. O projeto inovador utilizará as cinzas resultantes da cremação para nutrir o crescimento de árvores de espécies nativas desde a semente.
Segundo a administração da banda e do parque, o objetivo é simbolizar a continuidade e a presença eterna dos músicos no imaginário popular, transformando o local de sepultamento em um espaço de celebração à vida e à ecologia.
“Existem histórias que o tempo não apaga. Após 30 anos, a memória dos Mamonas Assassinas será celebrada por meio de uma homenagem cheia de significado. A iniciativa do BioParque utiliza as cinzas resultantes da cremação para contribuir com o desenvolvimento de uma árvore desde a semente. Cada árvore simboliza continuidade, afeto e presença. Uma homenagem que ressignifica a saudade!“, diz o post do parque.
O fenômeno que o Brasil não esquece
A trajetória dos Mamonas foi curta, mas avassaladora. Com apenas um disco de estúdio lançado em 1995, a banda chegou a vender 50 mil cópias por dia, emplacando hits como “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”.
O sonho foi interrompido em 2 de março de 1996, quando o jatinho do grupo perdeu altitude e colidiu contra a Serra da Cantareira, na Grande São Paulo.
Morreram os cinco integrantes da banda, além do segurança Sérgio Saturnino Porto, do ajudante de palco Isaac Souto, do piloto Jorge Germano Martins e do co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.

















